Em vão!
O que parecia ilha tornou-se de domínio público
Agora tenho que esconder tuas palavras
Dentro de mim mesmo
Enxergo minhas desesperanças.
Do que tenho me alimentado este tempo todo?
Não sei
O que se acometeu em minha lembrança
Talvez tenha criado
O berço do comodismo.
Se em teu coração indiferente encontro desconforto
Dentro de mim mesmo encontro recursos novos
Para lidar com a ignorância mundana
sábado, 14 de março de 2015
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Agarrados
Me ergo e vejo
O mundo de uma forma que nunca tinha visto antes
Diferenciada, como se ele não mais rodasse sobre mim
É como se estivéssemos girando agarrados
Dançando uma valsa calma pela Terra
Isso ultrapassa qualquer compreensão
Se houvesse um dilúvio, realmente houvesse
Acharíamos um jeito de sobreviver a ele
Ou morreríamos afogados juntos
Transpiramos cumplicidade
E existem tantos quilômetros a serem percorridos
Andei léguas e léguas
E se existisse outra vida
Andaria a mesma distância outra vez, só que com o passo mais apertado
Apenas para nos encontrarmos de novo
E vivermos juntos por mais tempo ainda.
Dedicada ao meu amor pra toda a vida.
Te amo, Miryah.
O mundo de uma forma que nunca tinha visto antes
Diferenciada, como se ele não mais rodasse sobre mim
É como se estivéssemos girando agarrados
Dançando uma valsa calma pela Terra
Isso ultrapassa qualquer compreensão
Se houvesse um dilúvio, realmente houvesse
Acharíamos um jeito de sobreviver a ele
Ou morreríamos afogados juntos
Transpiramos cumplicidade
E existem tantos quilômetros a serem percorridos
Andei léguas e léguas
E se existisse outra vida
Andaria a mesma distância outra vez, só que com o passo mais apertado
Apenas para nos encontrarmos de novo
E vivermos juntos por mais tempo ainda.
Dedicada ao meu amor pra toda a vida.
Te amo, Miryah.
Locomotiva
Eu era um plano
Uma locomotiva desenfreada
Um caos organizado
Se preciso de outros trilhos
Me diga agora, ou desapareça
Se encontrei meu caminho, o encontrei me perdendo
Me orientando com luzes que se apagam no percurso
Onde estou?
Me sinto cheio
Mas estou realmente inteiro?
Uma locomotiva desenfreada
Um caos organizado
Se preciso de outros trilhos
Me diga agora, ou desapareça
Se encontrei meu caminho, o encontrei me perdendo
Me orientando com luzes que se apagam no percurso
Onde estou?
Me sinto cheio
Mas estou realmente inteiro?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O Tudo e o Nada.
Quando algo lhe assola
Colocando-o abaixo, no assoalho
A fé se desfaz
Emergindo um mar de melancolia sobre sua cabeça
Se imergindo nos acontecimentos
Frio, distante, pensativo
Inseguro após decisões
Segurança é algo subjetivo.
Pode-se estar seguro e se sentindo desesperado
É como eu sinto.
Além de toda a maldade
Alheio de qualquer benevolência
Tudo é subjetivo.
Tudo é subversão.
Tudo é subvalor.
E a cada dia somado é um dia subtraído
Traído, dividido.
Meus sonhos tem asas
Meus pés continuam no chão
Meus pés sentem a força da gravidade
Minha vontade é de voar.
Voar baixo talvez, mas mesmo assim voar
Ficar longe de todos os problemas que assolam o mundo
De tudo o que coloca o mundo pra baixo do assoalho
Minha ganância não preenche minha alma
Minha alma não preenche meu bolso
E minha felicidade não é o suficiente para me preencher
Ou preencher os outros, ou os outros me preencherem
Eu não sei, nunca saberei
Se o universo tem algum propósito
Por que sonhamos tanto?
Não podíamos ficar sempre extasiados?
Não podíamos ser engrenagens?
Nada é absoluto
Nada absorve minha dor
Nada absolve minha culpa
Tudo é ambíguo, ambivalente
Nenhuma figura divina poderia agüentar a vida que criamos para nós mesmos.
E nesse momento há muito o que fazer.
Muita coragem para que eu possa enfrentar meus próprios demônios.
Para que um dia quem sabe
Eu viva nos meus sonhos e sonhe com a minha vida
E talvez, encontre finalmente alguma paz.
Colocando-o abaixo, no assoalho
A fé se desfaz
Emergindo um mar de melancolia sobre sua cabeça
Se imergindo nos acontecimentos
Frio, distante, pensativo
Inseguro após decisões
Segurança é algo subjetivo.
Pode-se estar seguro e se sentindo desesperado
É como eu sinto.
Além de toda a maldade
Alheio de qualquer benevolência
Tudo é subjetivo.
Tudo é subversão.
Tudo é subvalor.
E a cada dia somado é um dia subtraído
Traído, dividido.
Meus sonhos tem asas
Meus pés continuam no chão
Meus pés sentem a força da gravidade
Minha vontade é de voar.
Voar baixo talvez, mas mesmo assim voar
Ficar longe de todos os problemas que assolam o mundo
De tudo o que coloca o mundo pra baixo do assoalho
Minha ganância não preenche minha alma
Minha alma não preenche meu bolso
E minha felicidade não é o suficiente para me preencher
Ou preencher os outros, ou os outros me preencherem
Eu não sei, nunca saberei
Se o universo tem algum propósito
Por que sonhamos tanto?
Não podíamos ficar sempre extasiados?
Não podíamos ser engrenagens?
Nada é absoluto
Nada absorve minha dor
Nada absolve minha culpa
Tudo é ambíguo, ambivalente
Nenhuma figura divina poderia agüentar a vida que criamos para nós mesmos.
E nesse momento há muito o que fazer.
Muita coragem para que eu possa enfrentar meus próprios demônios.
Para que um dia quem sabe
Eu viva nos meus sonhos e sonhe com a minha vida
E talvez, encontre finalmente alguma paz.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Um Conto de Terror

Dentro e fora da mente dos oprimidos
Uma reação obscura compõe o ambiente
Os males que lhe entram pelos ouvidos
E a melancolia vã que sente
Cresce catalisado pela maldade
Se funde com a penumbra na qual surgiu
Andando em busca de sua maldade
Desnorteando pessoas em seu covil
A luz do dia é segura, as verdades são mistas
A noite as cores esvaecem, as flores não são mais vistas.
E então perdidos, deixados ao vento
Fome, frio, presos no relento
"Não há ninguém que se safe!"
E então começam a correr, amedrontados pelo massacre.
A lua cheia refaz os traços
A ação quebra a monotonia da noite
O medo prendendo-os em seus laços
Até que o sangue se espalha, pelo movimento da foice.
"Não há quem se salve nessa vida!"
Seus dentes rangem a medida que a morte clama
E então a verdade se torna oprimida
Enquanto seus corpos são jogados na lama.
O mal exibe dor
A dor pinta a cena
De uma agonia plena
Como em um conto de terror.
Assinar:
Postagens (Atom)