segunda-feira, 11 de julho de 2011

Naufrágio

Como sentir o rasgado no peito
Não há mais encanto entre nós
A atmosfera criada
Por ambas as nossas partes

Porém, afirmo que a culpa foi tua.

Por cortar minhas asas enquanto voava
Pela sua ambigüidade, de me propôr oceanos e terras
Em um navio já em naufrágio.

Porém, afirmo que a culpa foi minha.

Por estar sempre acima de todo o mal
Pelo meu silêncio sufocante
Por por te aceitar
Me pendo para o lado da confusão.

Ouça o som da madeira rachando
Do vento cadenciado
A estrutura indo abaixo do mar
Com todo o lugar pintado de preto e azul
O fundo do oceano, onde apenas bestas marinhas habitam.

Sinta nosso barco naufragar.
Salve-se.


domingo, 1 de maio de 2011

The Turning Point

Well, this the turning point
Something I never heard before
How a life can change
While another one falls
How the beast inside of me can rise
While the night just faints
Well I've found something
But I don't know what it is
This twisted mind of mine
Claiming for everything you used to say

But there's always a tomorrow to ruin
I wait by your door just to see you walk out
Holding a smile between your lips
And that's something, a moment stuck in time
The demon of loss, the angel of love
Pulling the carpet, making pacts

Inside I'm still alone
With the will inside my chest
With no confidence in anything
I'd like to know who I am

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Tudo e o Nada.

Quando algo lhe assola
Colocando-o abaixo, no assoalho
A fé se desfaz
Emergindo um mar de melancolia sobre sua cabeça
Se imergindo nos acontecimentos
Frio, distante, pensativo
Inseguro após decisões
Segurança é algo subjetivo.

Pode-se estar seguro e se sentindo desesperado
É como eu sinto.
Além de toda a maldade
Alheio de qualquer benevolência
Tudo é subjetivo.
Tudo é subversão.
Tudo é subvalor.
E a cada dia somado é um dia subtraído
Traído, dividido.

Meus sonhos tem asas
Meus pés continuam no chão
Meus pés sentem a força da gravidade
Minha vontade é de voar.
Voar baixo talvez, mas mesmo assim voar
Ficar longe de todos os problemas que assolam o mundo
De tudo o que coloca o mundo pra baixo do assoalho
Minha ganância não preenche minha alma
Minha alma não preenche meu bolso
E minha felicidade não é o suficiente para me preencher
Ou preencher os outros, ou os outros me preencherem
Eu não sei, nunca saberei
Se o universo tem algum propósito
Por que sonhamos tanto?
Não podíamos ficar sempre extasiados?
Não podíamos ser engrenagens?
Nada é absoluto
Nada absorve minha dor
Nada absolve minha culpa
Tudo é ambíguo, ambivalente
Nenhuma figura divina poderia agüentar a vida que criamos para nós mesmos.
E nesse momento há muito o que fazer.
Muita coragem para que eu possa enfrentar meus próprios demônios.
Para que um dia quem sabe
Eu viva nos meus sonhos e sonhe com a minha vida
E talvez, encontre finalmente alguma paz.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um Conto de Terror


Dentro e fora da mente dos oprimidos
Uma reação obscura compõe o ambiente
Os males que lhe entram pelos ouvidos
E a melancolia vã que sente
Cresce catalisado pela maldade
Se funde com a penumbra na qual surgiu
Andando em busca de sua maldade
Desnorteando pessoas em seu covil
A luz do dia é segura, as verdades são mistas
A noite as cores esvaecem, as flores não são mais vistas.

E então perdidos, deixados ao vento
Fome, frio, presos no relento
"Não há ninguém que se safe!"
E então começam a correr, amedrontados pelo massacre.

A lua cheia refaz os traços
A ação quebra a monotonia da noite
O medo prendendo-os em seus laços
Até que o sangue se espalha, pelo movimento da foice.

"Não há quem se salve nessa vida!"
Seus dentes rangem a medida que a morte clama
E então a verdade se torna oprimida
Enquanto seus corpos são jogados na lama.

O mal exibe dor
A dor pinta a cena
De uma agonia plena
Como em um conto de terror.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desabafo

Hoje em dia, tudo que eu escrevo eu apago. Não por serem pensamentos dignos de um Nobel da estupidez, mas sim por eles não significarem nada para mim depois de algum tempo escritos. Pessoas vêm e vão e pra mim continua tudo igual.
Gostaria de encontrar todas as garotas que deixaram meu coração em pedaços e perguntar pra elas o que deu errado, assim como naquele livro Alta Fidelidade.
O que eu fiz de errado? Não gostaria de ouvir nenhuma desculpa. Só a verdade já me bastaria.
E assim, minha história vai sendo escrita: eu escrevendo e apagando a minha própria história. Tudo o que eu faço permanece incompleto até que eu decida apagar e começar tudo outra vez. Isso não tá direito.