quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Tudo e o Nada.

Quando algo lhe assola
Colocando-o abaixo, no assoalho
A fé se desfaz
Emergindo um mar de melancolia sobre sua cabeça
Se imergindo nos acontecimentos
Frio, distante, pensativo
Inseguro após decisões
Segurança é algo subjetivo.

Pode-se estar seguro e se sentindo desesperado
É como eu sinto.
Além de toda a maldade
Alheio de qualquer benevolência
Tudo é subjetivo.
Tudo é subversão.
Tudo é subvalor.
E a cada dia somado é um dia subtraído
Traído, dividido.

Meus sonhos tem asas
Meus pés continuam no chão
Meus pés sentem a força da gravidade
Minha vontade é de voar.
Voar baixo talvez, mas mesmo assim voar
Ficar longe de todos os problemas que assolam o mundo
De tudo o que coloca o mundo pra baixo do assoalho
Minha ganância não preenche minha alma
Minha alma não preenche meu bolso
E minha felicidade não é o suficiente para me preencher
Ou preencher os outros, ou os outros me preencherem
Eu não sei, nunca saberei
Se o universo tem algum propósito
Por que sonhamos tanto?
Não podíamos ficar sempre extasiados?
Não podíamos ser engrenagens?
Nada é absoluto
Nada absorve minha dor
Nada absolve minha culpa
Tudo é ambíguo, ambivalente
Nenhuma figura divina poderia agüentar a vida que criamos para nós mesmos.
E nesse momento há muito o que fazer.
Muita coragem para que eu possa enfrentar meus próprios demônios.
Para que um dia quem sabe
Eu viva nos meus sonhos e sonhe com a minha vida
E talvez, encontre finalmente alguma paz.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Um Conto de Terror


Dentro e fora da mente dos oprimidos
Uma reação obscura compõe o ambiente
Os males que lhe entram pelos ouvidos
E a melancolia vã que sente
Cresce catalisado pela maldade
Se funde com a penumbra na qual surgiu
Andando em busca de sua maldade
Desnorteando pessoas em seu covil
A luz do dia é segura, as verdades são mistas
A noite as cores esvaecem, as flores não são mais vistas.

E então perdidos, deixados ao vento
Fome, frio, presos no relento
"Não há ninguém que se safe!"
E então começam a correr, amedrontados pelo massacre.

A lua cheia refaz os traços
A ação quebra a monotonia da noite
O medo prendendo-os em seus laços
Até que o sangue se espalha, pelo movimento da foice.

"Não há quem se salve nessa vida!"
Seus dentes rangem a medida que a morte clama
E então a verdade se torna oprimida
Enquanto seus corpos são jogados na lama.

O mal exibe dor
A dor pinta a cena
De uma agonia plena
Como em um conto de terror.