Sempre que seu sorriso me vêm à tona
Abusa-me de teus segredos jogados ao luar
Em mãos quentes, onde a alma de um soldado se apaixona
Me ocorre a súbita vontade de não hesitar
A permissão intercala meu paraíso
Com gestos de amarga loucura
Tendo a vida, amei demais
Como um vácuo desinstigante, acusado de usura
Desmitificando Platão, não quero olhar pra trás.
O Egito guardava seus mortos para que suas almas nunca esvaecessem
Mal sabiam eles que a alma se decompunha em solidão
Venha, sem valor, sem pudor, não faça alguma objeção
Tenho a vida sangrada por vidas ternas
A ordem da natureza em alto mar
Navego em busca de tiroteios
Sem nenhum amigo para ao menos me telefonar
À tarde minha vida se transforma em pesadelo
À noite o meu sono acalma minha opção
Mas nenhuma manhã pode apagar o que eu sei
Tudo o que possuo está em minhas mãos.
O tempo me deu vergonha na cara
Estou à mercê de tua vida
No tempo
Marcando consultas no médico para uma doença que nunca sara.
O meu principal remédio é o alento.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
A Paciência, a Existência e a Música
Num dia absorvi
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.
N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.
N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.
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