Epílogo do Prólogo.
Os castelos restaurados,
As jangadas no oceano.
Esmaecem os dias contados,
Enquanto minha alma se põe em outro plano.
As coléras desabadas,
As renúncias desaforadas,
Marcam de certa forma o tempo,
Dizendo adeus ao esmaecimento.
E colocando o novo em seu lugar.
Planando nas colinas do amar, ao mar.
Jogando fora o mundo em relento,
E se deixando levar pelo vento.
O esmaecer diário do impossível.
E a confirmação direta do possível.
As vãs lembranças da distância de ti.
Me prostro em admiração
E jogo ao vento minha emoção
E tenho em ti meu coração
Enquanto sou guiado pela tua mão.
Venho e levo minhas tralhas.
Faço minhas malas e vôo ao céu.
E de uma vez por toda admito minhas falhas.
Minhas palavras não serão mais jogadas ao léu.
Não serão categóricas, virão do meu coração.
E darei esperança, com o simples estalar de sua mão.
Enquanto meu exílio clama pelo amor constante
Marcam o início do meu esmaecimento
A manifestação do meu contentamento
E meu sorriso manifestado a todo instante.
E o adeus desaparecerá, sairá de mim.
Um singelo tchau, um abanar da mão.
E tudo o que posso dizer é sim.
Enquanto a paz invade meu coração.
segunda-feira, 30 de abril de 2007
quinta-feira, 26 de abril de 2007
Histórias Na Margem do Oceano
Guardei minha concha na porra do oceano.
E as dúvidas recorrentes do que amo.
Contemplo a margem com as ondulações mentais.
Visualizando as ondas quebrando pouco reais.
Sem uma jangada, atravesso o mundo nadando.
E forço a vida a me levar para frente, chorando.
Minha história nunca foi contada antes, como já percebi.
E dentro na minha mais pura e fria alma magoada morri.
Joguei-me dentro do mar congelado, infelizmente.
Me jogo no mar por não conseguir te tirar da minha mente.
E as dúvidas recorrentes do que amo.
Contemplo a margem com as ondulações mentais.
Visualizando as ondas quebrando pouco reais.
Sem uma jangada, atravesso o mundo nadando.
E forço a vida a me levar para frente, chorando.
Minha história nunca foi contada antes, como já percebi.
E dentro na minha mais pura e fria alma magoada morri.
Joguei-me dentro do mar congelado, infelizmente.
Me jogo no mar por não conseguir te tirar da minha mente.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Denúncia Maçante.
Mundo mundo, pequeno mundo.Mesmo que me chamasse Raimundo.
Não adiantaria muita coisa pra mim.
Rimar e rimar versos de dois em dois até o fim.
Estou perplexo com minha pequinez.
Injuriado com a moléstia que tu não vês.
Ganância e preconceito,
Palhaçadas em meio ao pleito.
Dinheiro ao alto mar afora.
Com a maçante denúncia que lhes implora.
A situação pena diante a sorte
Reduzidas as taxas da sentença de morte.
Armas, bestas mecanizadas jogam tiros pro ar
Enquanto monitores coloridos pregam o falso amar.
Jogam-se dos navios e se afogam no petróleo.
Enquanto trabalho e destruo meu dispositivo ósseo.
Paz por um momento:
Um memento.
Chega de destruição.
Chega de exploração.
Eu me importo.
Eu me entorto.
Ignorância.
Insignificância.
Parem.
Seus doentes, sarem!
segunda-feira, 16 de abril de 2007
Benedito é Teu Nome.

Benedito acorda e lembra benditamente.
Que tivera um sonho bom, que bendita seria sua colheita.
Encheu sua boca para falar: "bendito és teu nome".
E prometeu promover o bem.
Mas se Benedito pudesse prever anos e anos de bondade;
E as belezas que se pode encontrar
No mundo e benditos sonhos;
Jogaria para o alto benditas canções.
Ele cantaria a noite, bendizendo seus anjos benditos.
Mas não as faz.
Cansa-se tanto que não lhe sobra uma bendita míngua de alegria.
Benedito é benevolente e bondoso;
Mas não consegue compartilhar bondade.
Bendita seja sua terra, bendito seja seu lugar.
Benedito não canta e não se alegra.
Continua parado, estático, seco.
Não canta, não se alegra, parece feito de pedra.
Trabalha benditamente.
Trabalha beneditamente, a seu modo.
Bendito seja Benedito e seu esforço.
Em algum dia de sua vida lhe restarão benditas canções.
Decide faltar do trabalho um dia, e dormir a tarde inteira.
Durante a noite, Benedito olha para o canto de seu quarto, um violão rústico.
Suas energias no máximo, as palavras vêm a cabeça.
Senta-se à área e dispara acordes ritmados;
Benedito canta, com voz rouca e cansada.
Chegou o dia, do qual lhe restaram bonitas canções.
Uma estrela cai, e Benedito sorri.
Bendizei este momento, Benedito!
Este é o mundo bendito em que você vive.
domingo, 15 de abril de 2007
15 de Abril.
As medinas choram por calamidade.
As superfícies gozam por amizade,
E meus sonhos escapam de um estado febril.
Irei sorrir por um momento, é quinze de Abril.
O sangue ariano ferve por maioridade.
Os motores da vida mudam com a idade.
Olhos para trás e vejo que tudo serviu.
Gargalhei por um momento, é quinze de Abril.
Posso esmaecer, e flutuar por um tempo.
E ficar por um momento, das minhas culpas isento.
Coloco todas minhas intenções em um funil.
E choro, é quinze de Abril.
Atingindo o ápice da queda.
Rasgando de todos os modos a seda.
E andando no meio de uma densa selva.
Penso bem e mando tudo para a puta-que-pariu.
Sorri, chorei, gargalhei, é quinze de Abril.
As superfícies gozam por amizade,
E meus sonhos escapam de um estado febril.
Irei sorrir por um momento, é quinze de Abril.
O sangue ariano ferve por maioridade.
Os motores da vida mudam com a idade.
Olhos para trás e vejo que tudo serviu.
Gargalhei por um momento, é quinze de Abril.
Posso esmaecer, e flutuar por um tempo.
E ficar por um momento, das minhas culpas isento.
Coloco todas minhas intenções em um funil.
E choro, é quinze de Abril.
Atingindo o ápice da queda.
Rasgando de todos os modos a seda.
E andando no meio de uma densa selva.
Penso bem e mando tudo para a puta-que-pariu.
Sorri, chorei, gargalhei, é quinze de Abril.
sábado, 14 de abril de 2007
Deixe o Mundo Respirar.
O mundo não te sufoca.
É idiotice pensar nisso, é balela.
Você é que sufoca o mundo, pensando em alguém.
Em grande consternação você se joga.
Dez, vinte, trinta vezes.
E tudo fica como sempre no final.
E não há o que possa lhe trazer de volta, afinal.
Senhoras e senhores, o palhaço chora.
E deixa suas lágrimas no chão do circo, corroendo a tristeza.
O mundo está sufocado de diversas formas, não tente piorar.
Palhaços não fazem rir, mártires não despertam piedade.
Não force o mundo a respirar, não há respiração artificial pra ele.
Ele está vivo, pelo menos até agora.
O futuro está ofegante e o passado morreu sufocado.
Sem ar, congelado na minha densa fria floresta de neurônios.
Morreu na superfície da minha gélida alma.
O calor presente no meu peito esfria minhas mãos.
Descubro a cara do mundo e paro de sufocá-lo.
E esse calor libera substâncias tóxicas em meu coração.
Não quero pensar em mais nada.
Deixe o mundo respirar.
Deixe as folhas caírem cansadas no chão.
Irei juntá-las qualquer dia e jogarei ao vento depois.
Assim como jogo minhas palavras no ar.
É idiotice pensar nisso, é balela.
Você é que sufoca o mundo, pensando em alguém.
Em grande consternação você se joga.
Dez, vinte, trinta vezes.
E tudo fica como sempre no final.
E não há o que possa lhe trazer de volta, afinal.
Senhoras e senhores, o palhaço chora.
E deixa suas lágrimas no chão do circo, corroendo a tristeza.
O mundo está sufocado de diversas formas, não tente piorar.
Palhaços não fazem rir, mártires não despertam piedade.
Não force o mundo a respirar, não há respiração artificial pra ele.
Ele está vivo, pelo menos até agora.
O futuro está ofegante e o passado morreu sufocado.
Sem ar, congelado na minha densa fria floresta de neurônios.
Morreu na superfície da minha gélida alma.
O calor presente no meu peito esfria minhas mãos.
Descubro a cara do mundo e paro de sufocá-lo.
E esse calor libera substâncias tóxicas em meu coração.
Não quero pensar em mais nada.
Deixe o mundo respirar.
Deixe as folhas caírem cansadas no chão.
Irei juntá-las qualquer dia e jogarei ao vento depois.
Assim como jogo minhas palavras no ar.
quarta-feira, 4 de abril de 2007
Mãos Dadas. (Ou Não)
Não serei o poeta de um mundo caduco.
Mas o mundo caducou e ficou maluco.
Minhas dívidas caducaram e desapareceram.
E eu me tornei um homem com as mágoas que sumiram.
Não cantarei de modo algum o mundo futuro.
Falarei sobre o passado, que deixou seus vestígios no local.
O crime cometido pelo tempo em seu furo.
Sofrer pelo que foi e o que há de vir, nunca!
Não sou um profeta, tampouco um mártir.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
De modo vil, olho-os com pouco caso.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
A realidade de não nutrir essas grandes esperanças.
A realidade de não contar com as pessoas às vezes.
O presente é grande, não nos afastemos.
Mas o futuro é maior, vamos adiante!
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Mas saiba a hora se soltá-las.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Apenas contarei sobre elas, de modo pouco passional.
Não entregarei amores sem amar.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Quando suspirar, fugirei de minha casa atráves dela.
Quero ver o mundo noturno pela milésima vez.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Nunca, induzirei as pessoas a se ponderarem, pelo menos por um tempo
Preciso me ponderar também.
Antes de fugir para uma ilha ou ser raptado por um serafim.
[Tapinha nas costas, Carlos Drummond de Andrade, Deus o tenha.]
Mas o mundo caducou e ficou maluco.
Minhas dívidas caducaram e desapareceram.
E eu me tornei um homem com as mágoas que sumiram.
Não cantarei de modo algum o mundo futuro.
Falarei sobre o passado, que deixou seus vestígios no local.
O crime cometido pelo tempo em seu furo.
Sofrer pelo que foi e o que há de vir, nunca!
Não sou um profeta, tampouco um mártir.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
De modo vil, olho-os com pouco caso.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considere a enorme realidade.
A realidade de não nutrir essas grandes esperanças.
A realidade de não contar com as pessoas às vezes.
O presente é grande, não nos afastemos.
Mas o futuro é maior, vamos adiante!
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Mas saiba a hora se soltá-las.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.
Apenas contarei sobre elas, de modo pouco passional.
Não entregarei amores sem amar.
Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.
Quando suspirar, fugirei de minha casa atráves dela.
Quero ver o mundo noturno pela milésima vez.
Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.
Nunca, induzirei as pessoas a se ponderarem, pelo menos por um tempo
Preciso me ponderar também.
Antes de fugir para uma ilha ou ser raptado por um serafim.
[Tapinha nas costas, Carlos Drummond de Andrade, Deus o tenha.]
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