quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Da Reconstrução à Explosão.


Numa folha qualquer eu reconstruo o arco íris;
E com suas demais cores vou reconstruindo o mundo;
Para reconstruir os poetas feitos de aço inoxidável.
Ser ou não ser construtor, eis a questão.
A questão é que cansei de apenas reproduzir o que sei.
Ao invés de desenhar, eu esboço um sorriso no rosto.
E me concentro apenas em navegar, apenas preciso.
Cada distância a mais é um quilômetro
As horas passam como minutos
Aceitando a luz do dia, como quem reconstrói o passado.
Chega!
Progressão é uma tremenda ilusão.
Como se o diferente fizesse difereça.
Como se a diversidade nos fizesse múltiplos.
A mente é a mesma, e o estado de espírito é frágil.
Até quando terei de dizer;
De condenar a condição humana?
Filósofos vagabundos!
As questões estão além do nosso alcance,
E a morte é complexa ao ver de qualquer um.
Coloque uma dinamite em um prédio e o exploda, com você dentro dele.
O que não edifica, explode.
Não necessariamente em suas mãos.
Não necessariamente em você.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Transição.

Como as mágoas que se afogam
E a agonia que se joga fora
Por ser um libertino aleatório
Que joga sua alma no fundo do poço
E a reergue, como o homem mais forte do mundo.

Lágrimas secas expiram
E me inspiram a existir
E me impedem de desistir.
E concomitantemente a vontade de viver mais intensamente.

É transição da fé para a crença no deus nada.