quinta-feira, 28 de junho de 2007

Relapso.

Relapso das minhas rimas,
Me levando à espera-sem-fim em senso de monotonia.
Este é meu relapso, minha revolta,
Minha redundância.
Minha segunda parte.
As infindáveis brigas com minhas fronteiras mentais,
O paradigma criado por uma sociedade controversa,
E as melhoras por onde onde não há o que melhorar.
Quando se ganha um dia a mais e o desperdiça.

Filósofos perdem muito tempo filosofando;
Poetas perdem muito tempo fazendo poesia;
E todos nós perdemos nossos tempos.
Não sabemos mais como expandir nossas capacidades,
Se cada dia aqui é motivo para agradecer,
Eu apenas fico indiferente, cada dia a mais.
Agradeço por agredecer, como agradeceria a alguém que me passasse algum condimento na mesa, durante a hora do jantar, para que eu possa temperar minha comida tão sem tempero.

É o relapso da minha poesia.
Sem morais, sem Moraes ou qualquer outro tipo de poeta.

Apenas eu.

Vamos nos livrar um dos outros, e mandar tudo para o além.
Por nós mesmos.
A união desunida.
Se juntarmos qualidades, teremos que juntar defeitos.
Pois ninguém pode ser cem por cento calma.
Nem cem por cento carma.
Amém.
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quinta-feira, 21 de junho de 2007

Esmaecimento Parte III.

Uma Parte Existente, Para Fora.

A alegria que se exalta,
É em suma a felicidade que hesita.
A melancolia que existe,
E a felicidade que insiste.
A razão que merece explicação,
As explicações que estão além de nós,
Fazendo um halo da luz do dia,
E uma consagração à luz eterna.
A noite não se cansa de ventar,
E de deixar o frio à flor da minha pele,
Estas noites longas e curtas,
Se eu sonho contigo,
Eu não sinto vontade acordar.
Meus domínios, dominados.
E para longe eu gostaria de ir, por um momento.
O sentimento de estar perdendo tudo.

Mentira. Pura enganação.

Estou ganhando tudo, inclusive uma alma renovada.
No café, no almoço, no jantar.
Estou perdendo apenas minha sanidade, por bobagem.
Bobagens.
Bobagens que se instalam em meu sistema emocional.
E que cumprem seus papéis de me chatear.
As manhãs preguiçosas, um brinde às tardes, um brinde às noites tristes e decadentes!
Essa é a parte três de muitas partes que podem ou não serem descritas.
Quatro...
Cinco...
Seis...
Podem existir quantas partes forem!
Poéticas ou não, haverão enquanto eu existir,
E felizes ou tristes, elas existirão enquanto houver a mim mesmo.
Cada dia mais eu desisto das razões,
E vou atrás das minhas decisões.
Dizia o poeta que era fingidor, não quero fingir.
Quanto mais eu finjo, mais medíocre eu fico.
Melhor trilhar o caminho da verdade do que ficar se culpando pelas mentiras.

E mais uma parte minha transformada em letras foi exalada. Instalada, liberada.

Sim.

/Playlist Nightingale - Belief

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domingo, 17 de junho de 2007

Metrôs.



As pessoas lotam.
Lotam suas cabeças,
Lotam.
Entopem seus mundos,
Entopem suas artérias de álcool,
Se entorpecem.
Lotam suas memórias,
Lotam suas cabeças de preocupação,
Lotam seus corações de emoção,
Para não haver espaço para mais ninguém.
Lotam-se de obrigações,
Entram no metrô lotado, apenas para desembarcar.
Desembarcam no ponto mais perigoso,
Para enfrentar a fila lotada e ficarem cheias de si.
E no fim,
Acabam-se por morrerem vazias por dentro.


/list Hypocrisy - Fusion Programmed Minds

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sábado, 16 de junho de 2007

O Sentido Horário Dos Erros.

O mais engraçado é que achamos que somos os corretos.


/playlist Hillsong - Tell The World


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quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sabia.

/list Marillion - Neverland

Fantoche da Esperança

Quando as expectativas acabarem
E as desesperanças vierem à tona
Darei mais valor a quem não está em mim
Colocarei mais personalidades em meu imenso plano espiritual.
Acreditava que era carne e sangue, até meu sangue correr rápido pela minha carne, bombeado por um coração disparado.
Que quando não bater mais, estará disposto a morrer momentaneamente.
Quando as esperanças acabarem, ficarei pasmo pela falta delas.
Quando acabarem, encontrarei outro porto para amarrar meu barco,
Enquanto o mesmo se enche de esperança com o passar dos dias.
Eu costumo dar um nó cego em minhas cordas, inclusive as vocais.
Na verdade, eu me sinto um fantoche de mim mesmo.
Do que estou me protegendo?
Quando as esperanças acabarem, haverá dor.
Talvez a mais dolorida de todas.
Mas as esperanças não acabaram, não pelo menos para mim.