E eu não sou digno de uma ínfima moeda.
Pelo motivo mais óbvio:
Não consigo ter idéia ao certo,
De qual valor me cabe mais.
Eu não valho nada, me tenha por alguns centavos
E me jogue fora, sou apenas um pedaço de carne consciente
Me jogue longe, o suficiente para eu não poder mais voltar
E me acomodar outra vez nos braços de alguém.
Andar sozinho é como olhar as pessoas em uma vitrine
Produtos, fabricados, industrializados
E não ter dinheiro para comprar
Ninguém.
Andar sozinho é como jogar num caça-níqueis viciado
As probabilidades de ganhar são remotas
Mas você ainda está lá,
Apostando suas últimas moedas
Abaixando a alavanca enferrujada
Tão quanto a sua esperança.