domingo, 17 de junho de 2007

Metrôs.



As pessoas lotam.
Lotam suas cabeças,
Lotam.
Entopem seus mundos,
Entopem suas artérias de álcool,
Se entorpecem.
Lotam suas memórias,
Lotam suas cabeças de preocupação,
Lotam seus corações de emoção,
Para não haver espaço para mais ninguém.
Lotam-se de obrigações,
Entram no metrô lotado, apenas para desembarcar.
Desembarcam no ponto mais perigoso,
Para enfrentar a fila lotada e ficarem cheias de si.
E no fim,
Acabam-se por morrerem vazias por dentro.


/list Hypocrisy - Fusion Programmed Minds

Blogged with Flock

sábado, 16 de junho de 2007

O Sentido Horário Dos Erros.

O mais engraçado é que achamos que somos os corretos.


/playlist Hillsong - Tell The World


Blogged with Flock

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Sabia.

/list Marillion - Neverland

Fantoche da Esperança

Quando as expectativas acabarem
E as desesperanças vierem à tona
Darei mais valor a quem não está em mim
Colocarei mais personalidades em meu imenso plano espiritual.
Acreditava que era carne e sangue, até meu sangue correr rápido pela minha carne, bombeado por um coração disparado.
Que quando não bater mais, estará disposto a morrer momentaneamente.
Quando as esperanças acabarem, ficarei pasmo pela falta delas.
Quando acabarem, encontrarei outro porto para amarrar meu barco,
Enquanto o mesmo se enche de esperança com o passar dos dias.
Eu costumo dar um nó cego em minhas cordas, inclusive as vocais.
Na verdade, eu me sinto um fantoche de mim mesmo.
Do que estou me protegendo?
Quando as esperanças acabarem, haverá dor.
Talvez a mais dolorida de todas.
Mas as esperanças não acabaram, não pelo menos para mim.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Melodia.

Uma canção para a vida, uma canção para a esperança.
Dezenas de orações desferidas da boca de uma agora criança.
As partes se tornam um todo, as metades se unem,
Os lindos acordes se fundem, em uma música ritmada
Uma melodia rimada, que mistura tudo que eu vi.
Tudo o que gostaria de ver, o que sentirei e o que senti
Canto com minha voz entoada em dó triste e amargo
E não conseguirei relembrar meu passado em ré.
Quando todas as melodias parecem coexistir na minha cabeça
Quanto a perturbação de uma vida parada é um timbre soprano na mente
E os mesmos assuntos fazendo que eu não lhe esqueça.
Tudo o que já foi, é a alegria perseverante que se sente.
A melodia, já foi cantada várias vezes,
E distante é a palavra que mais aparece
Os momentos divinos que minha memória não esquece.
As cortinas parecem estar atrapalhando a apresentação do meu artista interior.
E qualquer refrão pegajoso será cantado até o final de um semestre.
Pra todo ano, os versos esparsos em uma serenata sentimental.
E pra toda vida, cantarei até a rouquidão total de minha voz.
De Janeiro a Dezembro, de Páscoa até Natal,
Com o ano em seu final, para todo o sempre.