sábado, 28 de julho de 2007

A Volta Triunfal.

Em seu cavalo ele monta,
Relinchando palavras passionais,
Tacando seus estribos fora.
Os estribos que prendem sua língua.
Naturalidade enlouquecida, ele retorna ao seu posto.
A volta triunfal.
Para jogar seus versos contra a maré da sociedade.
Denunciar a tristeza e o falso moralismo.
Este é seu propósito.
Provavelmente ele montará no cavalo mais habilidoso,
Para poder contornar os problemas mundanos.
E também, provavelmente voltar ao seu cenário poético!
Olha veja! Um cavaleiro poeta!
Cruza de leste-a-oeste, tomando seu ponto de referência.
Destruindo os cadáveres ambulantes do passado,
E colhendo, mais uma vez, o que havia plantado,
Não importa se fosse trigo ou milho,
Ele quer espantar as intrigas e andar milhas e milhas.
Distante, se revolta e depois retorna.
Acho que você já ouviu tudo isso antes,
Trocentas vezes.

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quarta-feira, 25 de julho de 2007

Desinteresse.

Posso crer
Posso obter
Esclarecer
Coisas desinteressantes
Só acontecem
Com gente desinteressante.

Se meu céu aquece
Sonhando seco
O vento venta na viela
Violentamente
Como quem procura se interessar

E meus interesses
Desinteressados às partes
O desinteresse das pessoas
Comigo, tão desinteressante

Se meu interesse interessasse a alguém
Talvez eu não me importasse
Seguiria o ritmo da melodia com classe
Com o desinteresse geral pelos desinteressados
Ninguém se interessa, ainda bem.

O desinteressa das pessoas por você
Apenas mostra o quanto você é desinteressante.

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quinta-feira, 19 de julho de 2007

Falsos Poetas.


Falsos poetas corroem a democracia,
Num tom alto de dó si lá sol ria ria
Castrando os filhos cortados pela metade
Fazendo um estardalhaço em pleno halo da luz do dia.
Pentelhando os domínios englamourados da vaidade.
Juro! Eu não queria!
Jogar minhas falsas palavras enquanto você sorria.
Ouvir com meu ouvido de látex enquanto você dizia.
Comtemplando a tempestade torrencial da meia noite.
E tentando ameaçar a Morte com uma foice.
Foram-se minhas esperanças da criação.
E por mais que eu tente, minhas expressões perdem inspiração.
Estadia clandestina no hotel da vida.
Acho que não possuo cacife para não me entediar.
Em um quarto pintado com a tragédia enlouquecida.
Vindo para morrer, suposto por enterrar.
A falsa poesia adentra às minhas células
E a ex-canção dos versos presentes em vã concepção.
Conceituadas por uma desordem sistemática e sintomática.
As asas da emoção.
Cortadas.
Esteja firme e forme, a falsa poesia lhe entrará nos seus ouvidos verdadeiros.
E nem a verdadeira poderá retirar essa programação da sua mente.
Você está diferente.
Nem a verdadeira.

Dream Theater -
Status Seeker


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quinta-feira, 28 de junho de 2007

Relapso.

Relapso das minhas rimas,
Me levando à espera-sem-fim em senso de monotonia.
Este é meu relapso, minha revolta,
Minha redundância.
Minha segunda parte.
As infindáveis brigas com minhas fronteiras mentais,
O paradigma criado por uma sociedade controversa,
E as melhoras por onde onde não há o que melhorar.
Quando se ganha um dia a mais e o desperdiça.

Filósofos perdem muito tempo filosofando;
Poetas perdem muito tempo fazendo poesia;
E todos nós perdemos nossos tempos.
Não sabemos mais como expandir nossas capacidades,
Se cada dia aqui é motivo para agradecer,
Eu apenas fico indiferente, cada dia a mais.
Agradeço por agredecer, como agradeceria a alguém que me passasse algum condimento na mesa, durante a hora do jantar, para que eu possa temperar minha comida tão sem tempero.

É o relapso da minha poesia.
Sem morais, sem Moraes ou qualquer outro tipo de poeta.

Apenas eu.

Vamos nos livrar um dos outros, e mandar tudo para o além.
Por nós mesmos.
A união desunida.
Se juntarmos qualidades, teremos que juntar defeitos.
Pois ninguém pode ser cem por cento calma.
Nem cem por cento carma.
Amém.
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