quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Centelha da Revolução.

Me deparei amargamente com os ternos temidos
A intriga oposicional, complexa, intacta
Enquanto aviões caem desesperadamente
Em uma tentativa vã de amargo descontentamento
E um molusco que consegue acabar com nossas férias tranqüilas
Em um litoral de pobreza, fome e miséria.

Mas afinal, quem sou eu pra denunciar?
A centelha da revolução não nasce em mim.

Me deparo constantemente com a depravação
Enlouquecida, feita de aço e fogo
Magnum calibre quarenta e cinco, carregada
Apontada para a cabeça vazia de um inocente.
Enquanto sanguessugas comandam os sete mares do Brasil
Apenas esbanjando aquilo que ninguém sabe ao certo o que é.

Afinal, quem somos nós para denunciar?
A centelha da revolução nasce em nós, mas insiste em morrer.

Se um dia eu tiver minha cabeça perdida
Por ouvir um noticiário mal comentado
Ou ler uma revista extremamente parcial
Me afogue no poço de ignorância.
O monstro fúnebre dos furtos.

Afinal, pergunto: quem somos nós para denunciar?
Quem somos nós para evitar?
Para incitar a revolução?

Somos nós! A própria revolta
A própria revolução.

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Um comentário:

Felipe Dib Boufflers disse...

a revolution is the solution! ;D