quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

Lâmpadas Florescentes

Tive um sonho.
E pude andar sóbrio nele.
Escolher o que fazer ou não!
Assim como estou andando acordado:
Posso tocar todas as coisas que existem ao meu redor.
Posso sentir inclusive um gosto amargo na boca.
Alguma coisa inacabada.
A incerteza de ter ou não ser.
O sentimento de ser e não ter.
Posso manter minha mente fora do lugar.
Fazer tudo que gostaria de fazer.
Posso andar pelas salas, com suas lâmpadas florescentes acesas.
Acesas de um modo que jamais pude imaginar.
Luzes brancas, tanto quanto a neblina.
A felicidade está me contagiando aos poucos.
Posso sentir isto, através de minhas pupilas dilatadas.
Acordo limpo.
Durmo limpo.
Não há muito o que fazer, mas há muito o que seguir.
Seguir para a montanha, me isolar na multidão.
E pular novamente, tentando voar.
Em direção ao Sol, tão confiante quanto Ícaro.
Tempestade, venha e me derrube!
Agora me pergunto:
Vale realmente a pena?
Fernando Pessoa já respondeu a esta minha pergunta.

Um comentário:

Lissa disse...

Tudo vale a pena quando a alma não é pequena!