Estas portas tão vis
Fizeram de mim um sofredor desnecessário
Escarrado e mudo, andando pelos cantos
Morto, sumido e desumanizado
Pude sentir centenas de vezes
A falta do amor que eu nunca hei de possuir
Andando pelas minhas veias tão desarticuladas...
Me perdoe pelas coisas que eu disse
Mas eu terei de dizê-las outra vez
Para escapar da minha própria falsidade
Eu não sou flor que se cheire
Sou ácido, sou chato e não quero fazer parte
Dezenas de vezes eu me comprometi a ser
Mas como não sou e nunca vou ser
Me esforço constuindo em cima do que já está feito
Atraindo toda a verdade e excluindo o que não interessa
Nada realmente interessa
A única verdade é o fim.
Fim.
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