segunda-feira, 14 de julho de 2008

A Paciência, a Existência e a Música

Num dia absorvi
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.

N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.

Nenhum comentário: