segunda-feira, 14 de julho de 2008

Tendo a Vida.

Sempre que seu sorriso me vêm à tona
Abusa-me de teus segredos jogados ao luar
Em mãos quentes, onde a alma de um soldado se apaixona
Me ocorre a súbita vontade de não hesitar
A permissão intercala meu paraíso
Com gestos de amarga loucura
Tendo a vida, amei demais
Como um vácuo desinstigante, acusado de usura
Desmitificando Platão, não quero olhar pra trás.

O Egito guardava seus mortos para que suas almas nunca esvaecessem
Mal sabiam eles que a alma se decompunha em solidão
Venha, sem valor, sem pudor, não faça alguma objeção
Tenho a vida sangrada por vidas ternas
A ordem da natureza em alto mar
Navego em busca de tiroteios
Sem nenhum amigo para ao menos me telefonar

À tarde minha vida se transforma em pesadelo
À noite o meu sono acalma minha opção
Mas nenhuma manhã pode apagar o que eu sei
Tudo o que possuo está em minhas mãos.

O tempo me deu vergonha na cara
Estou à mercê de tua vida
No tempo
Marcando consultas no médico para uma doença que nunca sara.
O meu principal remédio é o alento.

2 comentários:

Anônimo disse...

Pow,,, Rhenan escrevendo denovo! quer dizer,,, mensalmente, rs
Dá um toque, então, quando tiver novas farpas e ácido pra ler,,, Frmz?!

Abraços e novas invenções!

Eyelyser disse...

porque você não vai fazer umas músicas?