Estas portas tão vis
Fizeram de mim um sofredor desnecessário
Escarrado e mudo, andando pelos cantos
Morto, sumido e desumanizado
Pude sentir centenas de vezes
A falta do amor que eu nunca hei de possuir
Andando pelas minhas veias tão desarticuladas...
Me perdoe pelas coisas que eu disse
Mas eu terei de dizê-las outra vez
Para escapar da minha própria falsidade
Eu não sou flor que se cheire
Sou ácido, sou chato e não quero fazer parte
Dezenas de vezes eu me comprometi a ser
Mas como não sou e nunca vou ser
Me esforço constuindo em cima do que já está feito
Atraindo toda a verdade e excluindo o que não interessa
Nada realmente interessa
A única verdade é o fim.
Fim.
sábado, 5 de janeiro de 2008
domingo, 30 de dezembro de 2007
Ansiedade Mórbida.
E afora a profundidade emana as lágrimas
Que deveriam provocar catarse súbita
Com as velhas excitações que a vida me promoveu
Espero de Deus ou de sábias entidades
Lavar meu espírito com sangue.
Eu sou as águas das enchentes
A luz que apaga enquanto as outras acendem
Suave compromisso gravado na madeira da árvore
Sentimental, procuro sempre meu espaço
Semeando e regando uma Terra tão desnaturada
Que vida é essa?
Que vida está por vir?
Para tudo, existe uma saída
Mesmo que seja pular do quinto andar
Para se livrar da facada do assassino
E morrer por si mesmo.
Que deveriam provocar catarse súbita
Com as velhas excitações que a vida me promoveu
Espero de Deus ou de sábias entidades
Lavar meu espírito com sangue.
Eu sou as águas das enchentes
A luz que apaga enquanto as outras acendem
Suave compromisso gravado na madeira da árvore
Sentimental, procuro sempre meu espaço
Semeando e regando uma Terra tão desnaturada
Que vida é essa?
Que vida está por vir?
Para tudo, existe uma saída
Mesmo que seja pular do quinto andar
Para se livrar da facada do assassino
E morrer por si mesmo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
???
Se ao menos o toque celestial
Infiltrasse corpo adentro
E evitasse
Uma mágoa relapsa inconseqüente
Que resplande os votos da ignorância
Escapando da realidade
Contando cordeiros
Que pulam em câmera lenta
As horas não passam
O tempo me é inimigo
Sempre correndo atrás
Justificando o que nunca fui
Eu me atiro da montanha
Onde os monges falharam em meditar
O ar me é peculiar
As árvores
As sombras
As terras.
Perco o tempo. Perco o ar.
Perco a fala.
E saio da solidão absoluta, para conviver comigo mesmo.
Infiltrasse corpo adentro
E evitasse
Uma mágoa relapsa inconseqüente
Que resplande os votos da ignorância
Escapando da realidade
Contando cordeiros
Que pulam em câmera lenta
As horas não passam
O tempo me é inimigo
Sempre correndo atrás
Justificando o que nunca fui
Eu me atiro da montanha
Onde os monges falharam em meditar
O ar me é peculiar
As árvores
As sombras
As terras.
Perco o tempo. Perco o ar.
Perco a fala.
E saio da solidão absoluta, para conviver comigo mesmo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Da Reconstrução à Explosão.

Numa folha qualquer eu reconstruo o arco íris;
E com suas demais cores vou reconstruindo o mundo;
Para reconstruir os poetas feitos de aço inoxidável.
Ser ou não ser construtor, eis a questão.
A questão é que cansei de apenas reproduzir o que sei.
Ao invés de desenhar, eu esboço um sorriso no rosto.
E me concentro apenas em navegar, apenas preciso.
Cada distância a mais é um quilômetro
As horas passam como minutos
Aceitando a luz do dia, como quem reconstrói o passado.
Chega!
Progressão é uma tremenda ilusão.
Como se o diferente fizesse difereça.
Como se a diversidade nos fizesse múltiplos.
A mente é a mesma, e o estado de espírito é frágil.
Até quando terei de dizer;
De condenar a condição humana?
Filósofos vagabundos!
As questões estão além do nosso alcance,
E a morte é complexa ao ver de qualquer um.
Coloque uma dinamite em um prédio e o exploda, com você dentro dele.
O que não edifica, explode.
Não necessariamente em suas mãos.
Não necessariamente em você.
E com suas demais cores vou reconstruindo o mundo;
Para reconstruir os poetas feitos de aço inoxidável.
Ser ou não ser construtor, eis a questão.
A questão é que cansei de apenas reproduzir o que sei.
Ao invés de desenhar, eu esboço um sorriso no rosto.
E me concentro apenas em navegar, apenas preciso.
Cada distância a mais é um quilômetro
As horas passam como minutos
Aceitando a luz do dia, como quem reconstrói o passado.
Chega!
Progressão é uma tremenda ilusão.
Como se o diferente fizesse difereça.
Como se a diversidade nos fizesse múltiplos.
A mente é a mesma, e o estado de espírito é frágil.
Até quando terei de dizer;
De condenar a condição humana?
Filósofos vagabundos!
As questões estão além do nosso alcance,
E a morte é complexa ao ver de qualquer um.
Coloque uma dinamite em um prédio e o exploda, com você dentro dele.
O que não edifica, explode.
Não necessariamente em suas mãos.
Não necessariamente em você.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Transição.
Como as mágoas que se afogam
E a agonia que se joga fora
Por ser um libertino aleatório
Que joga sua alma no fundo do poço
E a reergue, como o homem mais forte do mundo.
Lágrimas secas expiram
E me inspiram a existir
E me impedem de desistir.
E concomitantemente a vontade de viver mais intensamente.
É transição da fé para a crença no deus nada.
E a agonia que se joga fora
Por ser um libertino aleatório
Que joga sua alma no fundo do poço
E a reergue, como o homem mais forte do mundo.
Lágrimas secas expiram
E me inspiram a existir
E me impedem de desistir.
E concomitantemente a vontade de viver mais intensamente.
É transição da fé para a crença no deus nada.
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