Eu não acredito, mas eu não peco;
Eu não sigo, não defendo, tampouco condeno.
Eu choro, eu me arrependo;
Eu peço piedade, eu sou humilde;
Mas tenho a crença em mim mesmo;
Banhada não pelo sangue divino;
Mas pelas minhas perspectivas.
Eu gozo a luz, eu me afogo na escuridão;
Eu sou inteiramente matéria, mas possuo uma alma;
Calma, ódio, rancor, ócio, amor.
Sou alienado, sou insano, sou pensador.
Sou a mistura lasciva entre tudo e nada.
Alternância delinqüente
Loucura momentânea
Cegueira racional.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Mais-Que-Perfeito
As principais indagações
Modernas descrições
Da vida contemporânea
Sempre se desfazem pelo atrito.
Vivera um conto de fadas mórbido
E permanecera em um campo inválido.
Com sua procrastinação à tona;
A multiplicidade do seu caráter que esvaecera.
Nada mais que uma simples evasão meticulosa.
Andara fora da sociedade;
Cantara canções do passado;
Com o pé fincado em um presente desprovido de esperança.
Eis que a secura de seus lábios acabara-se;
E as palavras chegaram em sua boca;
Como um perfeito circuito entre o homem e os deuses.
Não houvera mais espaço para tanta perfeição dentro de um indivíduo deste tipo.
E como todos nós, soubera que a vida, injusta como ela só
Esvaziara seus múltiplos sonhos pré-fabricados
E, como uma máquina de destruição em série
Esmagara sua vitória.
Não houvera mais espaço para nada mais disso.
Viajara sete mares, ganhara fama.
Pelas mãos imaculadas do destino
Que se baseara em uma lânguida sensação de existencialismo
Com suas crises fartas de dor e de impiedade
Matara várias pessoas indiretamente.
- Nada faz sentido! - Exclamara.
Não adianta.
Nem o futuro nem o presente alegra quem vê o seu passado-mais-que-perfeito.
Modernas descrições
Da vida contemporânea
Sempre se desfazem pelo atrito.
Vivera um conto de fadas mórbido
E permanecera em um campo inválido.
Com sua procrastinação à tona;
A multiplicidade do seu caráter que esvaecera.
Nada mais que uma simples evasão meticulosa.
Andara fora da sociedade;
Cantara canções do passado;
Com o pé fincado em um presente desprovido de esperança.
Eis que a secura de seus lábios acabara-se;
E as palavras chegaram em sua boca;
Como um perfeito circuito entre o homem e os deuses.
Não houvera mais espaço para tanta perfeição dentro de um indivíduo deste tipo.
E como todos nós, soubera que a vida, injusta como ela só
Esvaziara seus múltiplos sonhos pré-fabricados
E, como uma máquina de destruição em série
Esmagara sua vitória.
Não houvera mais espaço para nada mais disso.
Viajara sete mares, ganhara fama.
Pelas mãos imaculadas do destino
Que se baseara em uma lânguida sensação de existencialismo
Com suas crises fartas de dor e de impiedade
Matara várias pessoas indiretamente.
- Nada faz sentido! - Exclamara.
Não adianta.
Nem o futuro nem o presente alegra quem vê o seu passado-mais-que-perfeito.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Abstração
Entonei minha voz
Retornei ao meu posto
E renovei tudo, para dar um ar novo a mim mesmo
Fugi para as montanhas
Para outro plano
Não necessariamente plano
Escolhi meus amigos a dedo, e eles apontaram para mim
Não escolhi ninguém para conviver comigo
Convivo comigo mesmo
Num ápice supremo de solidão.
Isto se faz necessário, e se faz na ordem da vida
Vida ordinária!
Tenho dois planos:
Um deixa minha mente nas nuvens
Outro faz as nuvens virem à minha cabeça
Como um sonho desleixado
Empurro tudo
Empurro a vida
Empurro a morte
Retornei ao meu posto
E renovei tudo, para dar um ar novo a mim mesmo
Fugi para as montanhas
Para outro plano
Não necessariamente plano
Escolhi meus amigos a dedo, e eles apontaram para mim
Não escolhi ninguém para conviver comigo
Convivo comigo mesmo
Num ápice supremo de solidão.
Isto se faz necessário, e se faz na ordem da vida
Vida ordinária!
Tenho dois planos:
Um deixa minha mente nas nuvens
Outro faz as nuvens virem à minha cabeça
Como um sonho desleixado
Empurro tudo
Empurro a vida
Empurro a morte
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Tendo a Vida.
Sempre que seu sorriso me vêm à tona
Abusa-me de teus segredos jogados ao luar
Em mãos quentes, onde a alma de um soldado se apaixona
Me ocorre a súbita vontade de não hesitar
A permissão intercala meu paraíso
Com gestos de amarga loucura
Tendo a vida, amei demais
Como um vácuo desinstigante, acusado de usura
Desmitificando Platão, não quero olhar pra trás.
O Egito guardava seus mortos para que suas almas nunca esvaecessem
Mal sabiam eles que a alma se decompunha em solidão
Venha, sem valor, sem pudor, não faça alguma objeção
Tenho a vida sangrada por vidas ternas
A ordem da natureza em alto mar
Navego em busca de tiroteios
Sem nenhum amigo para ao menos me telefonar
À tarde minha vida se transforma em pesadelo
À noite o meu sono acalma minha opção
Mas nenhuma manhã pode apagar o que eu sei
Tudo o que possuo está em minhas mãos.
O tempo me deu vergonha na cara
Estou à mercê de tua vida
No tempo
Marcando consultas no médico para uma doença que nunca sara.
O meu principal remédio é o alento.
Abusa-me de teus segredos jogados ao luar
Em mãos quentes, onde a alma de um soldado se apaixona
Me ocorre a súbita vontade de não hesitar
A permissão intercala meu paraíso
Com gestos de amarga loucura
Tendo a vida, amei demais
Como um vácuo desinstigante, acusado de usura
Desmitificando Platão, não quero olhar pra trás.
O Egito guardava seus mortos para que suas almas nunca esvaecessem
Mal sabiam eles que a alma se decompunha em solidão
Venha, sem valor, sem pudor, não faça alguma objeção
Tenho a vida sangrada por vidas ternas
A ordem da natureza em alto mar
Navego em busca de tiroteios
Sem nenhum amigo para ao menos me telefonar
À tarde minha vida se transforma em pesadelo
À noite o meu sono acalma minha opção
Mas nenhuma manhã pode apagar o que eu sei
Tudo o que possuo está em minhas mãos.
O tempo me deu vergonha na cara
Estou à mercê de tua vida
No tempo
Marcando consultas no médico para uma doença que nunca sara.
O meu principal remédio é o alento.
A Paciência, a Existência e a Música
Num dia absorvi
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.
N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.
N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.
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