quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

O Desabafo Do Construtor De Montanhas.

Sinto vontade de deletar essas poesias.
Assim como sinto vontade de deletar uma vida toda.
A fé entre a semântica imbecil da vida.
Poderia ajudar a aprimorar seus cinco sentidos, te esperar na estação mais conurbada.
Cheguei a acreditar no "para sempre" em um covil de pensamentos.
O sofrimento deu lugar à serenidade, pintada de prata.
Logo, terei um bolo de aniversário, oferecido aos cães.
Jogarei fora esse conhecimento, esta vida estúpida.
Mudarei os planos, tirarei os adesivos de meu carro.
Uma multidão grita o meu nome, com suas vozes roucas.
Tenho mais o que fazer, mais o que falar, mas enjaularam meu peito.
Culminou o ouro pelas minas de uma montanha que eu construí.
Construo e destruo, farei quantas vezes forem necessárias.
Sou apenas cafeína, apenas mais um.
A revolta abstrata de um coração insatisfeito.
Sou eu!
O mesmo de sempre.
Com suas poesias melodramáticas tentando conquistar alguém.
O poeta da satisfação instantânea.
O poeta da masturbação mental.
Sonhos, sonhos e mais sonhos.
Uma vida com pouca magia e poucos sonhos.
Percebem-me ser vazio e eu nego.
A máscara caiu.

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