domingo, 21 de janeiro de 2007

Máquina de escrever.

Escrevo e grito, como se estivesse sendo torturado.
Não há uma fórmula para a escrita.
Palavras jogadas ao vento, pensamentos puros colocados para navegar.

Não há como levar tudo a sério.
A minha máquina de escrever perdeu a tinta.
Pensei por um minuto em jogá-la no chão, e deixá-la em pedaços.
Descobri então que escrever, é a falta do que fazer mais construtiva.
4 horas da manhã, não tenho muito no que pensar.

Rasguei o papel.

Cansei de ser um poeta que não fala nada.
Que apenas distribui doces.

Escrevo meus princípios e meus prazerers.
A máquina perde a tinta quando há um acúmulo de cansaço ao escrever.

Eu escrevo e a tinta vai acabando.
Choro sobre a máquina, e lá se vai todo o meu trabalho,
Todo borrado.

O papel sulfite se trasforma em um lenço sujo de tinta.

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