quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Poesia Em Assassinato.

Assassinei a métrica.
Escrevo versos enormes e não sei o porquê disso.
Alguns podem até dar mais que uma linha, pois não dou a mínima para a métrica, pois me parece careta escrever tudo certo.
Sílabas, estrofes, refrões, rimas.
Que se dane a arte.

É.
Sou
Um assassino.

O mundo não possui uma forma, assim como meus versos.
Não sou universal, falo de mim mesmo.
Sou egoísta.
Um maluco que acha que está fazendo grande coisa escrevendo.
Sou a folha que cai na calçada, seca e cansada, mas jovem.

Continuo a insistir.
Cismei que escrever me faria algum bem.
E faz!
Enquanto escrevo, minhas preocupações se dissolvem nas letras, nestas poesias que não possuem o menor senso de poesia.
São apenas versos.
Uma prosa em formato ilimitado.
Conversa direta comigo mesmo.
Mas a folha está em branco, e isso está longe de ser um monólogo.
Sou contraditório.
Posso odiar o que você faz enquanto meu riso está à mostra.
Não sou complexo, sou falso.
Ou tento ser verdadeiro.
Duas caras, duas faces, duas cabeças.
Levito várias vezes e depois caio no chão, de modo abrupto.
Eu costumo me ferir.

Um comentário:

Anônimo disse...

Dispensa comentários.
E sabe por que?
Porque você mesmo já falou tudo o que é e o que faz.
É realista, e talvez por isso que seja o assassino.