sábado, 14 de abril de 2007

Deixe o Mundo Respirar.

O mundo não te sufoca.
É idiotice pensar nisso, é balela.
Você é que sufoca o mundo, pensando em alguém.
Em grande consternação você se joga.
Dez, vinte, trinta vezes.
E tudo fica como sempre no final.
E não há o que possa lhe trazer de volta, afinal.
Senhoras e senhores, o palhaço chora.
E deixa suas lágrimas no chão do circo, corroendo a tristeza.
O mundo está sufocado de diversas formas, não tente piorar.
Palhaços não fazem rir, mártires não despertam piedade.
Não force o mundo a respirar, não há respiração artificial pra ele.
Ele está vivo, pelo menos até agora.
O futuro está ofegante e o passado morreu sufocado.
Sem ar, congelado na minha densa fria floresta de neurônios.
Morreu na superfície da minha gélida alma.
O calor presente no meu peito esfria minhas mãos.
Descubro a cara do mundo e paro de sufocá-lo.
E esse calor libera substâncias tóxicas em meu coração.
Não quero pensar em mais nada.
Deixe o mundo respirar.
Deixe as folhas caírem cansadas no chão.
Irei juntá-las qualquer dia e jogarei ao vento depois.
Assim como jogo minhas palavras no ar.

2 comentários:

Anônimo disse...

:}

octavio roggiero neto disse...

o sentir-se enclausurado, sem ar... seria a vontade dos homens de fugir para um lugar onde se viva com felicidade límpida. poeta, façamos do agora este lugar!
té mais ler!