Estado Primário.
Estive retratando o mundo atual.
A passo fundo, retendo o luar.
A uma velocidade elétrica, fenomenal.
Um ardor vindo no corpo, esmaecimento a se dispersar.
Uma incrível devastidão de locais para me localizar.
Venha e faça as folhas caírem, passe seu sopro gelado sobre minha nuca.
Que estado mais estranho.
Os frutos da minha estação mental
Por mais que eu tente esquecer as origens de um verão cheio de luz.
E por mais que as estações não signifiquem nada, eu insisto.
Minhas rimas vão acabando com o tempo e apenas meu sentimento fica à mostra.
Outra vez, me sinto diferente.
Me sinto transparente.
Indiferente, impotente, incandescente.
Ardo nas águas que me refrescam.
A linha do amor e "não-sei-o-quê"
Unidos em minhas palavras em um discurso direto.
Eu jogo meus versos ao vento e eles vão se empilhando sozinhos.
Como um livro que conta uma estória, da qual apenas eu sei.
Na verdade não há estórias reais ou imaginárias.
São apenas relatos.
São apenas relutos.
Que sinceridade absurda ao escrever.
Que honestidade em não escolher as palavras, como geralmente faço.
Comecei poeticamente, e meu cérebro manipula as palavras sem piedade.
Esta é minha verdadeira alma, estou nu diante das palavras.
Essa é minha verdadeira calma, estrada para a minha serenidade.
sábado, 31 de março de 2007
quinta-feira, 29 de março de 2007
Disfarce.
Como o homem jovem pôde deixar sua inspiração?
Deixar sua máquina de escrever embolorando?
Ah! Ele apenas quis dar um tempo para sua criação!
E deixar suas palavras ao léu, que ao céu vive incitando.
Poderia lamber o açúcar presente em suas mãos,
Que trabalham de acordo com seu cérebro coberto pela calma
Que trabalha com seu coração.
Que escreve instintivamente com sua alma.
Ele parou por um tempo.
Parou de escrever, mas não de sentir.
Por um tempo, provar o açúcar de sua mão e se redimir.
Esquecer de poesia por um tempo e sucumbir.
Entrar na Terra do Nunca por um momento e sumir.
Conseqüência de um excesso de escrita.
Conseqüência de uma normalidade anormal em sua vida.
O homem jovem deixa seu jardim da poesia.
E clama aos céus apenas por amar em demasia.
É o máximo que ele pode agüentar.
Abrir a porta do carro para uma jovem e deixá-la entrar.
Olhe para seu rosto.
Faça isso ao teu gosto.
Onde está seu romantismo?
Onde estão seus -ismos?
Foram-se com o tempo, como um turbilhão.
Estavam aqui, escritos em sua emoção.
Às vezes eu acho que ele escreve com açúcar na mão.
Ele volta a escrever, mas se disfarça para isto.
Suas palavras adocicadas tocam todo mundo.
Mas ainda seu gosto na boca é meio amargo.
E ele tem capacidade de cantar uma música com uma lágrima no fundo.
Transformar alguns versos em um profundo afago.
Uma mescla de felicidade e solidão, da qual só Deus pode entender.
Não se sente sozinho, apesar de com o tempo esmaecer.
Pessoas que escrevem deveriam ser proibidas de sentir.
Os textos se tornam passionais demais para uma pessoa ler.
Tão cheios de sentimentos profundos, que alguém poderia se ferir.
A pessoa tomará a dor deste homem, e pegará a esperança que ele traz.
"Poetas estúpidos, não servem para nada."
Penso, sem nenhuma dó do rapaz.
Mas a medida que escrevo isso, a poesia se forma e se satisfaz.
Acabei de tomar a dor deste jovem e esqueço minha meta.
Na verdade, estou dentro de minha sala, disfarçado de poeta.
Deixar sua máquina de escrever embolorando?
Ah! Ele apenas quis dar um tempo para sua criação!
E deixar suas palavras ao léu, que ao céu vive incitando.
Poderia lamber o açúcar presente em suas mãos,
Que trabalham de acordo com seu cérebro coberto pela calma
Que trabalha com seu coração.
Que escreve instintivamente com sua alma.
Ele parou por um tempo.
Parou de escrever, mas não de sentir.
Por um tempo, provar o açúcar de sua mão e se redimir.
Esquecer de poesia por um tempo e sucumbir.
Entrar na Terra do Nunca por um momento e sumir.
Conseqüência de um excesso de escrita.
Conseqüência de uma normalidade anormal em sua vida.
O homem jovem deixa seu jardim da poesia.
E clama aos céus apenas por amar em demasia.
É o máximo que ele pode agüentar.
Abrir a porta do carro para uma jovem e deixá-la entrar.
Olhe para seu rosto.
Faça isso ao teu gosto.
Onde está seu romantismo?
Onde estão seus -ismos?
Foram-se com o tempo, como um turbilhão.
Estavam aqui, escritos em sua emoção.
Às vezes eu acho que ele escreve com açúcar na mão.
Ele volta a escrever, mas se disfarça para isto.
Suas palavras adocicadas tocam todo mundo.
Mas ainda seu gosto na boca é meio amargo.
E ele tem capacidade de cantar uma música com uma lágrima no fundo.
Transformar alguns versos em um profundo afago.
Uma mescla de felicidade e solidão, da qual só Deus pode entender.
Não se sente sozinho, apesar de com o tempo esmaecer.
Pessoas que escrevem deveriam ser proibidas de sentir.
Os textos se tornam passionais demais para uma pessoa ler.
Tão cheios de sentimentos profundos, que alguém poderia se ferir.
A pessoa tomará a dor deste homem, e pegará a esperança que ele traz.
"Poetas estúpidos, não servem para nada."
Penso, sem nenhuma dó do rapaz.
Mas a medida que escrevo isso, a poesia se forma e se satisfaz.
Acabei de tomar a dor deste jovem e esqueço minha meta.
Na verdade, estou dentro de minha sala, disfarçado de poeta.
quarta-feira, 28 de março de 2007
Arcas Mais Velhas.
"Arcas mais velhas se revelam como fendas em uma parede.
Começando pequenas, mas crescendo com o tempo.
E parece que sempre precisamos da ajuda de alguém.
Para consertar aquela estante.
Há livros demais, leia-me sua frase favorita.
Papai foi para outras terras e encontrou alguém que entende
O tique-taque, e a necessidade do homem ocidental de chorar
Ele voltou há alguns dias, sabe...? Algumas coisas na vida podem mudar
E algumas coisas permanecem iguais
Como o tempo, sempre há tempo em minha mente.
Então passe por mim, eu ficarei bem, apenas me dê um tempo.
Senhores mais velhos sentam-se em uma cerca com seus quepes nas mãos.
Parecendo grandiosos, eles observam sua cidade mudar.
As crianças gritam, pelo menos parece, mais alto do que antes
Nas ruas, e dentro de lojas com nomes maiores.
Mamãe tentou lavar-lhes o rosto, mas essas crianças perderam seu encanto.
E o papai perdeu nas corridas vezes demais.
Ela sucumbiu outro dia, sabe?
Algumas coisas na vida podem mudar,
Mas algumas coisas permanecem iguais,
Como o tempo, sempre há tempo em minha mente.
Então passe por mim, eu ficarei bem.
Apenas me dê um tempo."
Composição: Damien Rice
Começando pequenas, mas crescendo com o tempo.
E parece que sempre precisamos da ajuda de alguém.
Para consertar aquela estante.
Há livros demais, leia-me sua frase favorita.
Papai foi para outras terras e encontrou alguém que entende
O tique-taque, e a necessidade do homem ocidental de chorar
Ele voltou há alguns dias, sabe...? Algumas coisas na vida podem mudar
E algumas coisas permanecem iguais
Como o tempo, sempre há tempo em minha mente.
Então passe por mim, eu ficarei bem, apenas me dê um tempo.
Senhores mais velhos sentam-se em uma cerca com seus quepes nas mãos.
Parecendo grandiosos, eles observam sua cidade mudar.
As crianças gritam, pelo menos parece, mais alto do que antes
Nas ruas, e dentro de lojas com nomes maiores.
Mamãe tentou lavar-lhes o rosto, mas essas crianças perderam seu encanto.
E o papai perdeu nas corridas vezes demais.
Ela sucumbiu outro dia, sabe?
Algumas coisas na vida podem mudar,
Mas algumas coisas permanecem iguais,
Como o tempo, sempre há tempo em minha mente.
Então passe por mim, eu ficarei bem.
Apenas me dê um tempo."
Composição: Damien Rice
sábado, 24 de março de 2007
Rindo Sozinho.

Perguntaram pro gracejador se ele era feliz.
Do jeito que vivia, do jeito que ria.
Ele respondeu bravo, dizendo que tinha a vida que quis.
Que era comediante, mas que sua vida era mais que pintar o nariz.
E isso e outras coisas ele dizia.
Mas eu não me lembro bem.
Mas eu me lembro que ele foi além.
Perguntaram se ele era triste por não ter ninguém ao seu lado.
Soltou uma grande gargalhada.
Debochando do entrevistador, com sua cara varrida:
"Rapaz, isso é apenas uma piada?
Se for, foi a melhor que ouvi na minha vida!
Não preciso de ninguém, nem no meu leito nem no meu altar.
Dou risada e gosto de poucas pessoas, o meu fraco é amar."
Por fora ele ri, mas por dentro ele se martiriza.
Enquanto sai do circo e toma da manhã a fria brisa.
Lembrando que já fora feliz.
Que já teve pessoas especiais ao seu lado.
Que trocou sua casa pela lona e pelo uniforme rasgado.
Ele não tem a vida que quis!
E neste dia, uma falsa entrevista foi ao ar:
Intitulada de "O palhaço que não sabe amar."
quarta-feira, 21 de março de 2007
Ficção Científica.
Tentei por muito tempo, estar ciente.
Me sentindo apenas parte da ciência.
Me sentindo espremido, impaciente.
Me exprimir, me expressar.
Não como uma pessoa qualquer, coerência.
Jogando expressões de desânimo no ar.
Enquanto resisto a resistir, resistência.
Passei noites em claro, tentando manipular a serotonina.
Tentando juntar ligas carbônicas para formar cristais.
Criando medicamentos para aliviar sua dor, menina.
Pensando o que fazer e o que não fazer, jamais.
E com a minha mesa de experimentos exposta,
Fechei minha cabeça a uma felicidade imposta.
Com esse meu rosto exposto.
E tudo o que me foi imposto.
O cristal se formou, mas virou carvão.
E todos os meus medicamentos têm algum tipo de contra-indicação.
Toda serotonina criada, causou apenas desespero às minhas cobaias.
Minha apresentação científica fora coberta por vaias.
Mas é apenas ficção.
Aprendi que ninguém manipula sentimentos ou a felicidade.
Que ninguém pode criar fortuna ou amizade.
Ficção.
Ainda bem que é ficção.
Sou um cientista frustrado.
Um homem prostrado.
E abandonei essa minha profissão.
E aqui faço minha confissão.
Mais que isso, digo com sinceridade:
Cada dia que você tenta fazer a fórmula da felicidade
É um dia a mais debitado na sua idade.
Pois ela aparece em sua vida, em abrupta serenidade.
Me sentindo apenas parte da ciência.
Me sentindo espremido, impaciente.
Me exprimir, me expressar.
Não como uma pessoa qualquer, coerência.
Jogando expressões de desânimo no ar.
Enquanto resisto a resistir, resistência.
Passei noites em claro, tentando manipular a serotonina.
Tentando juntar ligas carbônicas para formar cristais.
Criando medicamentos para aliviar sua dor, menina.
Pensando o que fazer e o que não fazer, jamais.
E com a minha mesa de experimentos exposta,
Fechei minha cabeça a uma felicidade imposta.
Com esse meu rosto exposto.
E tudo o que me foi imposto.
O cristal se formou, mas virou carvão.
E todos os meus medicamentos têm algum tipo de contra-indicação.
Toda serotonina criada, causou apenas desespero às minhas cobaias.
Minha apresentação científica fora coberta por vaias.
Mas é apenas ficção.
Aprendi que ninguém manipula sentimentos ou a felicidade.
Que ninguém pode criar fortuna ou amizade.
Ficção.
Ainda bem que é ficção.
Sou um cientista frustrado.
Um homem prostrado.
E abandonei essa minha profissão.
E aqui faço minha confissão.
Mais que isso, digo com sinceridade:
Cada dia que você tenta fazer a fórmula da felicidade
É um dia a mais debitado na sua idade.
Pois ela aparece em sua vida, em abrupta serenidade.
Assinar:
Postagens (Atom)