Estado Primário.
Estive retratando o mundo atual.
A passo fundo, retendo o luar.
A uma velocidade elétrica, fenomenal.
Um ardor vindo no corpo, esmaecimento a se dispersar.
Uma incrível devastidão de locais para me localizar.
Venha e faça as folhas caírem, passe seu sopro gelado sobre minha nuca.
Que estado mais estranho.
Os frutos da minha estação mental
Por mais que eu tente esquecer as origens de um verão cheio de luz.
E por mais que as estações não signifiquem nada, eu insisto.
Minhas rimas vão acabando com o tempo e apenas meu sentimento fica à mostra.
Outra vez, me sinto diferente.
Me sinto transparente.
Indiferente, impotente, incandescente.
Ardo nas águas que me refrescam.
A linha do amor e "não-sei-o-quê"
Unidos em minhas palavras em um discurso direto.
Eu jogo meus versos ao vento e eles vão se empilhando sozinhos.
Como um livro que conta uma estória, da qual apenas eu sei.
Na verdade não há estórias reais ou imaginárias.
São apenas relatos.
São apenas relutos.
Que sinceridade absurda ao escrever.
Que honestidade em não escolher as palavras, como geralmente faço.
Comecei poeticamente, e meu cérebro manipula as palavras sem piedade.
Esta é minha verdadeira alma, estou nu diante das palavras.
Essa é minha verdadeira calma, estrada para a minha serenidade.
5 comentários:
viajei, muito bom...
ah, valeu pelo elogio
e vc que eu achava que nao tinha mais pra onde evoluir
me surprende a cada linha o.o
Ótimo caminho para trilhar... o das palavras.
E que venha o esmaecimento parte II.
;p
Abrçs
caraca cara!
estou esperando esmaecimento parte II
abrazz!
Ao contrário do que você acha, tu está crescendo a cada palavra!
Maravilhoso texto, ansiosa pela parte II
Beijoos *;*
Postar um comentário