Os poetas mortos dizem, falam sobre um tal de "não-sei-o-quê".
Que "não-sei-o-quê" é ferida que dói e não se sente.
Que "não-sei-o-quê" é fogo que arde sem se ver.
Que é o descontentamento descontente.
Que "não-sei-o-quê" é uma dor, um tédio.
Mas "não-sei-o-quê" é justamente a arte de não saber ao certo o que se sente.
É algo que não se explica.
Que não precisa ser explicado.
Pois você sabe o que é, mas não sabe definir.
Não adianta ficar inventando significados para o que não se sabe.
Definições estúpidas para algo que está aí dentro de você.
Está aí e pronto.
Até inventaram uma palavra específica para isso:
As pessoas usam demais, ou de menos.
Merecidamente ou não.
O substantivo é simples e significativo.
Resta apenas dizer que depende do conceito.
Não adianta ficar utilizando princípios bestas.
Frases feitas.
Metáforas.
Sinestesias.
Tudo isso é muito vago para o entendimento de algo que não se sabe realmente.
E "não-sei-o-quê" você pensa, todo dia.
"Não-sei-o-quê" está aí!
E eu sei porque está!
Está aqui dentro.
Eu sei por que me disseram.
Em sonhos.
E nos meus mais estranhos pesadelos.
"não-sei-o-quê" acontece.
E você se vira, com a confusão nos olhos.
Justamente por não saber, ou saber demais.
É um ciclo, sabe?
Isso soa repetitivo.
Mas não sei ao certo se você sabe.
6 comentários:
adorei não-sei-o-quê!!!!
abraço
que foda, adorei!
ta me lembrando algo isso...
esse é o seu melhor poema...
nossa, A M E I !
muito fera, muito!
ah, também amei esse novo visual daqui! haha :}
amor é uma merda, e tenho dito.
rhenan, você é uma das pessoas que ficou na minha lista, repare no orkut.
te amo mesmo.
PORRA! VAI SE FUDER!
Queria escrever como vc x~~
=*******
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