Em vão!
O que parecia ilha tornou-se de domínio público
Agora tenho que esconder tuas palavras
Dentro de mim mesmo
Enxergo minhas desesperanças.
Do que tenho me alimentado este tempo todo?
Não sei
O que se acometeu em minha lembrança
Talvez tenha criado
O berço do comodismo.
Se em teu coração indiferente encontro desconforto
Dentro de mim mesmo encontro recursos novos
Para lidar com a ignorância mundana
sábado, 14 de março de 2015
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Agarrados
Me ergo e vejo
O mundo de uma forma que nunca tinha visto antes
Diferenciada, como se ele não mais rodasse sobre mim
É como se estivéssemos girando agarrados
Dançando uma valsa calma pela Terra
Isso ultrapassa qualquer compreensão
Se houvesse um dilúvio, realmente houvesse
Acharíamos um jeito de sobreviver a ele
Ou morreríamos afogados juntos
Transpiramos cumplicidade
E existem tantos quilômetros a serem percorridos
Andei léguas e léguas
E se existisse outra vida
Andaria a mesma distância outra vez, só que com o passo mais apertado
Apenas para nos encontrarmos de novo
E vivermos juntos por mais tempo ainda.
Dedicada ao meu amor pra toda a vida.
Te amo, Miryah.
O mundo de uma forma que nunca tinha visto antes
Diferenciada, como se ele não mais rodasse sobre mim
É como se estivéssemos girando agarrados
Dançando uma valsa calma pela Terra
Isso ultrapassa qualquer compreensão
Se houvesse um dilúvio, realmente houvesse
Acharíamos um jeito de sobreviver a ele
Ou morreríamos afogados juntos
Transpiramos cumplicidade
E existem tantos quilômetros a serem percorridos
Andei léguas e léguas
E se existisse outra vida
Andaria a mesma distância outra vez, só que com o passo mais apertado
Apenas para nos encontrarmos de novo
E vivermos juntos por mais tempo ainda.
Dedicada ao meu amor pra toda a vida.
Te amo, Miryah.
Locomotiva
Eu era um plano
Uma locomotiva desenfreada
Um caos organizado
Se preciso de outros trilhos
Me diga agora, ou desapareça
Se encontrei meu caminho, o encontrei me perdendo
Me orientando com luzes que se apagam no percurso
Onde estou?
Me sinto cheio
Mas estou realmente inteiro?
Uma locomotiva desenfreada
Um caos organizado
Se preciso de outros trilhos
Me diga agora, ou desapareça
Se encontrei meu caminho, o encontrei me perdendo
Me orientando com luzes que se apagam no percurso
Onde estou?
Me sinto cheio
Mas estou realmente inteiro?
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
O Tudo e o Nada.
Quando algo lhe assola
Colocando-o abaixo, no assoalho
A fé se desfaz
Emergindo um mar de melancolia sobre sua cabeça
Se imergindo nos acontecimentos
Frio, distante, pensativo
Inseguro após decisões
Segurança é algo subjetivo.
Pode-se estar seguro e se sentindo desesperado
É como eu sinto.
Além de toda a maldade
Alheio de qualquer benevolência
Tudo é subjetivo.
Tudo é subversão.
Tudo é subvalor.
E a cada dia somado é um dia subtraído
Traído, dividido.
Meus sonhos tem asas
Meus pés continuam no chão
Meus pés sentem a força da gravidade
Minha vontade é de voar.
Voar baixo talvez, mas mesmo assim voar
Ficar longe de todos os problemas que assolam o mundo
De tudo o que coloca o mundo pra baixo do assoalho
Minha ganância não preenche minha alma
Minha alma não preenche meu bolso
E minha felicidade não é o suficiente para me preencher
Ou preencher os outros, ou os outros me preencherem
Eu não sei, nunca saberei
Se o universo tem algum propósito
Por que sonhamos tanto?
Não podíamos ficar sempre extasiados?
Não podíamos ser engrenagens?
Nada é absoluto
Nada absorve minha dor
Nada absolve minha culpa
Tudo é ambíguo, ambivalente
Nenhuma figura divina poderia agüentar a vida que criamos para nós mesmos.
E nesse momento há muito o que fazer.
Muita coragem para que eu possa enfrentar meus próprios demônios.
Para que um dia quem sabe
Eu viva nos meus sonhos e sonhe com a minha vida
E talvez, encontre finalmente alguma paz.
Colocando-o abaixo, no assoalho
A fé se desfaz
Emergindo um mar de melancolia sobre sua cabeça
Se imergindo nos acontecimentos
Frio, distante, pensativo
Inseguro após decisões
Segurança é algo subjetivo.
Pode-se estar seguro e se sentindo desesperado
É como eu sinto.
Além de toda a maldade
Alheio de qualquer benevolência
Tudo é subjetivo.
Tudo é subversão.
Tudo é subvalor.
E a cada dia somado é um dia subtraído
Traído, dividido.
Meus sonhos tem asas
Meus pés continuam no chão
Meus pés sentem a força da gravidade
Minha vontade é de voar.
Voar baixo talvez, mas mesmo assim voar
Ficar longe de todos os problemas que assolam o mundo
De tudo o que coloca o mundo pra baixo do assoalho
Minha ganância não preenche minha alma
Minha alma não preenche meu bolso
E minha felicidade não é o suficiente para me preencher
Ou preencher os outros, ou os outros me preencherem
Eu não sei, nunca saberei
Se o universo tem algum propósito
Por que sonhamos tanto?
Não podíamos ficar sempre extasiados?
Não podíamos ser engrenagens?
Nada é absoluto
Nada absorve minha dor
Nada absolve minha culpa
Tudo é ambíguo, ambivalente
Nenhuma figura divina poderia agüentar a vida que criamos para nós mesmos.
E nesse momento há muito o que fazer.
Muita coragem para que eu possa enfrentar meus próprios demônios.
Para que um dia quem sabe
Eu viva nos meus sonhos e sonhe com a minha vida
E talvez, encontre finalmente alguma paz.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Um Conto de Terror

Dentro e fora da mente dos oprimidos
Uma reação obscura compõe o ambiente
Os males que lhe entram pelos ouvidos
E a melancolia vã que sente
Cresce catalisado pela maldade
Se funde com a penumbra na qual surgiu
Andando em busca de sua maldade
Desnorteando pessoas em seu covil
A luz do dia é segura, as verdades são mistas
A noite as cores esvaecem, as flores não são mais vistas.
E então perdidos, deixados ao vento
Fome, frio, presos no relento
"Não há ninguém que se safe!"
E então começam a correr, amedrontados pelo massacre.
A lua cheia refaz os traços
A ação quebra a monotonia da noite
O medo prendendo-os em seus laços
Até que o sangue se espalha, pelo movimento da foice.
"Não há quem se salve nessa vida!"
Seus dentes rangem a medida que a morte clama
E então a verdade se torna oprimida
Enquanto seus corpos são jogados na lama.
O mal exibe dor
A dor pinta a cena
De uma agonia plena
Como em um conto de terror.
sábado, 7 de março de 2009
Não Precisamos de Nenhuma Rima
Toda rima me parece desnecessária
Abstrata
Apenas para suprir a falta de sentimento da poesia
E enfiar musicalidade na mesma
Apenas para enganar.
Rimas são desnecessárias
Se destilam em campos predefinidos
Apenas para fingir.
Pois entenda muito bem
Não fique se enganando com poemas musicados
Apenas ouça a minha música de agonia e desespero
O 'eu te amo' mais sofrido deste mundo todo.
Entenda muito bem
O verdadeiro ritmo está transposto no seu dia
A própria vida.
Rimas são desnecessárias
Assim como nossa conversa de ontem
Não insista, persista
Ainda há muito para cada um de nós.
Vamos nos curvar um pouco
Para o adiante que há de vir.
Rimas são arbitrárias
Mandam e desmandam
Em uma ditadura desenfreada
da arte de escrever.
Abstrata
Apenas para suprir a falta de sentimento da poesia
E enfiar musicalidade na mesma
Apenas para enganar.
Rimas são desnecessárias
Se destilam em campos predefinidos
Apenas para fingir.
Pois entenda muito bem
Não fique se enganando com poemas musicados
Apenas ouça a minha música de agonia e desespero
O 'eu te amo' mais sofrido deste mundo todo.
Entenda muito bem
O verdadeiro ritmo está transposto no seu dia
A própria vida.
Rimas são desnecessárias
Assim como nossa conversa de ontem
Não insista, persista
Ainda há muito para cada um de nós.
Vamos nos curvar um pouco
Para o adiante que há de vir.
Rimas são arbitrárias
Mandam e desmandam
Em uma ditadura desenfreada
da arte de escrever.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Caça Níqueis
Tudo hoje em dia tem seu preço.
E eu não sou digno de uma ínfima moeda.
Pelo motivo mais óbvio:
Não consigo ter idéia ao certo,
De qual valor me cabe mais.
Eu não valho nada, me tenha por alguns centavos
E me jogue fora, sou apenas um pedaço de carne consciente
Me jogue longe, o suficiente para eu não poder mais voltar
E me acomodar outra vez nos braços de alguém.
Andar sozinho é como olhar as pessoas em uma vitrine
Produtos, fabricados, industrializados
E não ter dinheiro para comprar
Ninguém.
Andar sozinho é como jogar num caça-níqueis viciado
As probabilidades de ganhar são remotas
Mas você ainda está lá,
Apostando suas últimas moedas
Abaixando a alavanca enferrujada
Tão quanto a sua esperança.
domingo, 4 de janeiro de 2009
Intensão
Hoje,
Cada regra estendida
Estende o passado até o futuro
Sempre com pensamentos subjetivos
Canções diferenciadas
Tomam minha alma esta noite
Nada superficial
Nada extenso
Nada externo
Tudo muito intenso
De uma forma que apenas eu posso sentir.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Limbo.
Eu não acredito, mas eu não peco;
Eu não sigo, não defendo, tampouco condeno.
Eu choro, eu me arrependo;
Eu peço piedade, eu sou humilde;
Mas tenho a crença em mim mesmo;
Banhada não pelo sangue divino;
Mas pelas minhas perspectivas.
Eu gozo a luz, eu me afogo na escuridão;
Eu sou inteiramente matéria, mas possuo uma alma;
Calma, ódio, rancor, ócio, amor.
Sou alienado, sou insano, sou pensador.
Sou a mistura lasciva entre tudo e nada.
Alternância delinqüente
Loucura momentânea
Cegueira racional.
Eu não sigo, não defendo, tampouco condeno.
Eu choro, eu me arrependo;
Eu peço piedade, eu sou humilde;
Mas tenho a crença em mim mesmo;
Banhada não pelo sangue divino;
Mas pelas minhas perspectivas.
Eu gozo a luz, eu me afogo na escuridão;
Eu sou inteiramente matéria, mas possuo uma alma;
Calma, ódio, rancor, ócio, amor.
Sou alienado, sou insano, sou pensador.
Sou a mistura lasciva entre tudo e nada.
Alternância delinqüente
Loucura momentânea
Cegueira racional.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Mais-Que-Perfeito
As principais indagações
Modernas descrições
Da vida contemporânea
Sempre se desfazem pelo atrito.
Vivera um conto de fadas mórbido
E permanecera em um campo inválido.
Com sua procrastinação à tona;
A multiplicidade do seu caráter que esvaecera.
Nada mais que uma simples evasão meticulosa.
Andara fora da sociedade;
Cantara canções do passado;
Com o pé fincado em um presente desprovido de esperança.
Eis que a secura de seus lábios acabara-se;
E as palavras chegaram em sua boca;
Como um perfeito circuito entre o homem e os deuses.
Não houvera mais espaço para tanta perfeição dentro de um indivíduo deste tipo.
E como todos nós, soubera que a vida, injusta como ela só
Esvaziara seus múltiplos sonhos pré-fabricados
E, como uma máquina de destruição em série
Esmagara sua vitória.
Não houvera mais espaço para nada mais disso.
Viajara sete mares, ganhara fama.
Pelas mãos imaculadas do destino
Que se baseara em uma lânguida sensação de existencialismo
Com suas crises fartas de dor e de impiedade
Matara várias pessoas indiretamente.
- Nada faz sentido! - Exclamara.
Não adianta.
Nem o futuro nem o presente alegra quem vê o seu passado-mais-que-perfeito.
Modernas descrições
Da vida contemporânea
Sempre se desfazem pelo atrito.
Vivera um conto de fadas mórbido
E permanecera em um campo inválido.
Com sua procrastinação à tona;
A multiplicidade do seu caráter que esvaecera.
Nada mais que uma simples evasão meticulosa.
Andara fora da sociedade;
Cantara canções do passado;
Com o pé fincado em um presente desprovido de esperança.
Eis que a secura de seus lábios acabara-se;
E as palavras chegaram em sua boca;
Como um perfeito circuito entre o homem e os deuses.
Não houvera mais espaço para tanta perfeição dentro de um indivíduo deste tipo.
E como todos nós, soubera que a vida, injusta como ela só
Esvaziara seus múltiplos sonhos pré-fabricados
E, como uma máquina de destruição em série
Esmagara sua vitória.
Não houvera mais espaço para nada mais disso.
Viajara sete mares, ganhara fama.
Pelas mãos imaculadas do destino
Que se baseara em uma lânguida sensação de existencialismo
Com suas crises fartas de dor e de impiedade
Matara várias pessoas indiretamente.
- Nada faz sentido! - Exclamara.
Não adianta.
Nem o futuro nem o presente alegra quem vê o seu passado-mais-que-perfeito.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Abstração
Entonei minha voz
Retornei ao meu posto
E renovei tudo, para dar um ar novo a mim mesmo
Fugi para as montanhas
Para outro plano
Não necessariamente plano
Escolhi meus amigos a dedo, e eles apontaram para mim
Não escolhi ninguém para conviver comigo
Convivo comigo mesmo
Num ápice supremo de solidão.
Isto se faz necessário, e se faz na ordem da vida
Vida ordinária!
Tenho dois planos:
Um deixa minha mente nas nuvens
Outro faz as nuvens virem à minha cabeça
Como um sonho desleixado
Empurro tudo
Empurro a vida
Empurro a morte
Retornei ao meu posto
E renovei tudo, para dar um ar novo a mim mesmo
Fugi para as montanhas
Para outro plano
Não necessariamente plano
Escolhi meus amigos a dedo, e eles apontaram para mim
Não escolhi ninguém para conviver comigo
Convivo comigo mesmo
Num ápice supremo de solidão.
Isto se faz necessário, e se faz na ordem da vida
Vida ordinária!
Tenho dois planos:
Um deixa minha mente nas nuvens
Outro faz as nuvens virem à minha cabeça
Como um sonho desleixado
Empurro tudo
Empurro a vida
Empurro a morte
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Tendo a Vida.
Sempre que seu sorriso me vêm à tona
Abusa-me de teus segredos jogados ao luar
Em mãos quentes, onde a alma de um soldado se apaixona
Me ocorre a súbita vontade de não hesitar
A permissão intercala meu paraíso
Com gestos de amarga loucura
Tendo a vida, amei demais
Como um vácuo desinstigante, acusado de usura
Desmitificando Platão, não quero olhar pra trás.
O Egito guardava seus mortos para que suas almas nunca esvaecessem
Mal sabiam eles que a alma se decompunha em solidão
Venha, sem valor, sem pudor, não faça alguma objeção
Tenho a vida sangrada por vidas ternas
A ordem da natureza em alto mar
Navego em busca de tiroteios
Sem nenhum amigo para ao menos me telefonar
À tarde minha vida se transforma em pesadelo
À noite o meu sono acalma minha opção
Mas nenhuma manhã pode apagar o que eu sei
Tudo o que possuo está em minhas mãos.
O tempo me deu vergonha na cara
Estou à mercê de tua vida
No tempo
Marcando consultas no médico para uma doença que nunca sara.
O meu principal remédio é o alento.
Abusa-me de teus segredos jogados ao luar
Em mãos quentes, onde a alma de um soldado se apaixona
Me ocorre a súbita vontade de não hesitar
A permissão intercala meu paraíso
Com gestos de amarga loucura
Tendo a vida, amei demais
Como um vácuo desinstigante, acusado de usura
Desmitificando Platão, não quero olhar pra trás.
O Egito guardava seus mortos para que suas almas nunca esvaecessem
Mal sabiam eles que a alma se decompunha em solidão
Venha, sem valor, sem pudor, não faça alguma objeção
Tenho a vida sangrada por vidas ternas
A ordem da natureza em alto mar
Navego em busca de tiroteios
Sem nenhum amigo para ao menos me telefonar
À tarde minha vida se transforma em pesadelo
À noite o meu sono acalma minha opção
Mas nenhuma manhã pode apagar o que eu sei
Tudo o que possuo está em minhas mãos.
O tempo me deu vergonha na cara
Estou à mercê de tua vida
No tempo
Marcando consultas no médico para uma doença que nunca sara.
O meu principal remédio é o alento.
A Paciência, a Existência e a Música
Num dia absorvi
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.
N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.
No outro, relevei
Dia seguinte, me identifiquei
Com os poços mórbidos de maldade
Falei
Para todo Mundo
Que a existência é vaga
Que tudo um dia acaba
Bem-vindo!
E vá com Deus.
N'outro dia, apareci cantando
Barítono impetuoso
Meu Lá é maior, sem Dó.
Canções pré-montadas
Colocadas categoricamente
Distribuídas em parcelas.
Mas ainda criadas como uma só.
O canto que me encanta
Me faz perder a voz
Vai entender...
Se em um dia me desfaço em pranto
No outro, me esmago em desencanto
Em desacato, ao Universo
Em teorias radicais
Proposições absurdas.
Que nunca possuem um fim coeso.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
Esmaecimento Parte IV - A Personificação da Tragédia.
A personificação da tragédia é um homem lúcido
Que encarna a carne com seus pensamentos rústicos
Desanda por uma vida de dor e abuso
E navega sem fim por um cruzeiro em desuso
Atrapalhado pelo que já passou
E com os remorsos esclerosados que enterrou.
Nada é perfeito quando o coração está incompleto
E tudo é constante quando da rotina se é adepto
Encarno a carne da desesperança, da indivindade
Enquanto vou de longe em busca de uma identidade
Palavras vis
PensamentosComo fuzis.
Este sou, tragédia
Comédia comedida
Abstração obscura
Desvivência com a própria vida
Encanto pálido em sala segura.
E desaparece... como uma dedicação deletada
Uma solução enbriagada
Desvitória que se esmaece
Vida de sonhos
Colheita de vento
Evasão de sentimentos
Vida eterna, esmaecimento.
Uma guitarra sem acordes
E minha canção não parece ter sentido
Quando não se vive
Nem sequer por um momento
A triste dor do esmaecimento.
/list Pain Of Salvation - Dedication
Que encarna a carne com seus pensamentos rústicos
Desanda por uma vida de dor e abuso
E navega sem fim por um cruzeiro em desuso
Atrapalhado pelo que já passou
E com os remorsos esclerosados que enterrou.
Nada é perfeito quando o coração está incompleto
E tudo é constante quando da rotina se é adepto
Encarno a carne da desesperança, da indivindade
Enquanto vou de longe em busca de uma identidade
Palavras vis
PensamentosComo fuzis.
Este sou, tragédia
Comédia comedida
Abstração obscura
Desvivência com a própria vida
Encanto pálido em sala segura.
E desaparece... como uma dedicação deletada
Uma solução enbriagada
Desvitória que se esmaece
Vida de sonhos
Colheita de vento
Evasão de sentimentos
Vida eterna, esmaecimento.
Uma guitarra sem acordes
E minha canção não parece ter sentido
Quando não se vive
Nem sequer por um momento
A triste dor do esmaecimento.
/list Pain Of Salvation - Dedication
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
O Soneto Sem Rimas do Último Dia de Existência.
Vagando por portas fechadas
Reclama pelas coinciências que lhe têm ocorrido
Em sua mais instante confusão
Ergue as mãos para o céu e morre
É o relapso da vida, nu e sem tempero
Tomando força de sentidos contrários
Como nunca fora resistente, alega fraqueza
Desiste por um tempo e persiste, contrariando a verdade
Fria lágrima, se joga do nada para lugar algum
Sofrendo milhas e milhas pela existência dada
"Tende piedade, Deus! Me livre desse fardo!"
Ser ele mesmo, causa certo desespero
As conclusões esmaecem
E as medianas metafísicas dividem
As águas da vida, de cabo a rabo; pra sempre.
Reclama pelas coinciências que lhe têm ocorrido
Em sua mais instante confusão
Ergue as mãos para o céu e morre
É o relapso da vida, nu e sem tempero
Tomando força de sentidos contrários
Como nunca fora resistente, alega fraqueza
Desiste por um tempo e persiste, contrariando a verdade
Fria lágrima, se joga do nada para lugar algum
Sofrendo milhas e milhas pela existência dada
"Tende piedade, Deus! Me livre desse fardo!"
Ser ele mesmo, causa certo desespero
As conclusões esmaecem
E as medianas metafísicas dividem
As águas da vida, de cabo a rabo; pra sempre.
sábado, 5 de janeiro de 2008
(Sem) Remorsos.
Estas portas tão vis
Fizeram de mim um sofredor desnecessário
Escarrado e mudo, andando pelos cantos
Morto, sumido e desumanizado
Pude sentir centenas de vezes
A falta do amor que eu nunca hei de possuir
Andando pelas minhas veias tão desarticuladas...
Me perdoe pelas coisas que eu disse
Mas eu terei de dizê-las outra vez
Para escapar da minha própria falsidade
Eu não sou flor que se cheire
Sou ácido, sou chato e não quero fazer parte
Dezenas de vezes eu me comprometi a ser
Mas como não sou e nunca vou ser
Me esforço constuindo em cima do que já está feito
Atraindo toda a verdade e excluindo o que não interessa
Nada realmente interessa
A única verdade é o fim.
Fim.
Fizeram de mim um sofredor desnecessário
Escarrado e mudo, andando pelos cantos
Morto, sumido e desumanizado
Pude sentir centenas de vezes
A falta do amor que eu nunca hei de possuir
Andando pelas minhas veias tão desarticuladas...
Me perdoe pelas coisas que eu disse
Mas eu terei de dizê-las outra vez
Para escapar da minha própria falsidade
Eu não sou flor que se cheire
Sou ácido, sou chato e não quero fazer parte
Dezenas de vezes eu me comprometi a ser
Mas como não sou e nunca vou ser
Me esforço constuindo em cima do que já está feito
Atraindo toda a verdade e excluindo o que não interessa
Nada realmente interessa
A única verdade é o fim.
Fim.
domingo, 30 de dezembro de 2007
Ansiedade Mórbida.
E afora a profundidade emana as lágrimas
Que deveriam provocar catarse súbita
Com as velhas excitações que a vida me promoveu
Espero de Deus ou de sábias entidades
Lavar meu espírito com sangue.
Eu sou as águas das enchentes
A luz que apaga enquanto as outras acendem
Suave compromisso gravado na madeira da árvore
Sentimental, procuro sempre meu espaço
Semeando e regando uma Terra tão desnaturada
Que vida é essa?
Que vida está por vir?
Para tudo, existe uma saída
Mesmo que seja pular do quinto andar
Para se livrar da facada do assassino
E morrer por si mesmo.
Que deveriam provocar catarse súbita
Com as velhas excitações que a vida me promoveu
Espero de Deus ou de sábias entidades
Lavar meu espírito com sangue.
Eu sou as águas das enchentes
A luz que apaga enquanto as outras acendem
Suave compromisso gravado na madeira da árvore
Sentimental, procuro sempre meu espaço
Semeando e regando uma Terra tão desnaturada
Que vida é essa?
Que vida está por vir?
Para tudo, existe uma saída
Mesmo que seja pular do quinto andar
Para se livrar da facada do assassino
E morrer por si mesmo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
???
Se ao menos o toque celestial
Infiltrasse corpo adentro
E evitasse
Uma mágoa relapsa inconseqüente
Que resplande os votos da ignorância
Escapando da realidade
Contando cordeiros
Que pulam em câmera lenta
As horas não passam
O tempo me é inimigo
Sempre correndo atrás
Justificando o que nunca fui
Eu me atiro da montanha
Onde os monges falharam em meditar
O ar me é peculiar
As árvores
As sombras
As terras.
Perco o tempo. Perco o ar.
Perco a fala.
E saio da solidão absoluta, para conviver comigo mesmo.
Infiltrasse corpo adentro
E evitasse
Uma mágoa relapsa inconseqüente
Que resplande os votos da ignorância
Escapando da realidade
Contando cordeiros
Que pulam em câmera lenta
As horas não passam
O tempo me é inimigo
Sempre correndo atrás
Justificando o que nunca fui
Eu me atiro da montanha
Onde os monges falharam em meditar
O ar me é peculiar
As árvores
As sombras
As terras.
Perco o tempo. Perco o ar.
Perco a fala.
E saio da solidão absoluta, para conviver comigo mesmo.
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Da Reconstrução à Explosão.

Numa folha qualquer eu reconstruo o arco íris;
E com suas demais cores vou reconstruindo o mundo;
Para reconstruir os poetas feitos de aço inoxidável.
Ser ou não ser construtor, eis a questão.
A questão é que cansei de apenas reproduzir o que sei.
Ao invés de desenhar, eu esboço um sorriso no rosto.
E me concentro apenas em navegar, apenas preciso.
Cada distância a mais é um quilômetro
As horas passam como minutos
Aceitando a luz do dia, como quem reconstrói o passado.
Chega!
Progressão é uma tremenda ilusão.
Como se o diferente fizesse difereça.
Como se a diversidade nos fizesse múltiplos.
A mente é a mesma, e o estado de espírito é frágil.
Até quando terei de dizer;
De condenar a condição humana?
Filósofos vagabundos!
As questões estão além do nosso alcance,
E a morte é complexa ao ver de qualquer um.
Coloque uma dinamite em um prédio e o exploda, com você dentro dele.
O que não edifica, explode.
Não necessariamente em suas mãos.
Não necessariamente em você.
E com suas demais cores vou reconstruindo o mundo;
Para reconstruir os poetas feitos de aço inoxidável.
Ser ou não ser construtor, eis a questão.
A questão é que cansei de apenas reproduzir o que sei.
Ao invés de desenhar, eu esboço um sorriso no rosto.
E me concentro apenas em navegar, apenas preciso.
Cada distância a mais é um quilômetro
As horas passam como minutos
Aceitando a luz do dia, como quem reconstrói o passado.
Chega!
Progressão é uma tremenda ilusão.
Como se o diferente fizesse difereça.
Como se a diversidade nos fizesse múltiplos.
A mente é a mesma, e o estado de espírito é frágil.
Até quando terei de dizer;
De condenar a condição humana?
Filósofos vagabundos!
As questões estão além do nosso alcance,
E a morte é complexa ao ver de qualquer um.
Coloque uma dinamite em um prédio e o exploda, com você dentro dele.
O que não edifica, explode.
Não necessariamente em suas mãos.
Não necessariamente em você.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Transição.
Como as mágoas que se afogam
E a agonia que se joga fora
Por ser um libertino aleatório
Que joga sua alma no fundo do poço
E a reergue, como o homem mais forte do mundo.
Lágrimas secas expiram
E me inspiram a existir
E me impedem de desistir.
E concomitantemente a vontade de viver mais intensamente.
É transição da fé para a crença no deus nada.
E a agonia que se joga fora
Por ser um libertino aleatório
Que joga sua alma no fundo do poço
E a reergue, como o homem mais forte do mundo.
Lágrimas secas expiram
E me inspiram a existir
E me impedem de desistir.
E concomitantemente a vontade de viver mais intensamente.
É transição da fé para a crença no deus nada.
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